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552 km/h em 3,6 segundos: a piloto que levou um “monstro” de 12.000 cv ao limite

Automonitor

A piloto americana estabeleceu um dos recordes mais impressionantes do desporto motorizado ao atingir 552 km/h em apenas 3,645 segundos, numa distância de apenas 305 metros

Enquanto na Europa os circuitos dominam o imaginário automóvel, há um universo paralelo onde a velocidade atinge níveis quase irreais. Nos Estados Unidos, as corridas de dragsters são um espetáculo extremo — e poucos nomes se destacam tanto como o de Brittany Force.

A piloto americana estabeleceu um dos recordes mais impressionantes do desporto motorizado ao atingir 552 km/h em apenas 3,645 segundos, numa distância de apenas 305 metros.

Ao volante de um dragster “Top Fuel” com cerca de 12.000 cavalos de potência — alimentado por uma mistura explosiva de nitrometano e metanol — Brittany Force levou ao limite aquilo que estas máquinas conseguem fazer.

Para colocar em perspetiva: o consumo de combustível destes veículos é comparável ao de um Boeing 747 no momento da descolagem.

Um desporto extremo — e quase desconhecido na Europa

Organizadas pela National Hot Rod Association (NHRA), estas corridas existem há mais de 70 anos e continuam a atrair multidões na América do Norte.

A lógica é simples: percorrer uma reta no menor tempo possível. Mas a execução está longe de o ser.

Cada corrida dura apenas alguns segundos, terminando com a abertura de um paraquedas que trava o carro após atingir velocidades absurdas.

Precisão cirúrgica a velocidades extremas

Apesar de parecer um exercício de aceleração em linha reta, o drag racing exige um nível de controlo extremo.

O tempo de reação tem de ser praticamente instantâneo e o controlo do veículo, durante aqueles poucos segundos, exige precisão absoluta. Qualquer erro pode resultar num acidente grave.

A tudo isto soma-se o esforço físico: os pilotos enfrentam forças de até 6G, comparáveis às sentidas em caças militares.

Um recorde histórico — e uma herança familiar

Brittany Force, de 39 anos, vem de uma família profundamente ligada ao desporto. O pai, John Force, é uma lenda das corridas de arrancada, e as irmãs também competiram.

O seu recorde tornou-se uma referência na categoria “Top Fuel”, superando décadas de evolução tecnológica.

Máquinas descartáveis — e extremamente caras

Neste universo, cada corrida é levada ao limite — incluindo a mecânica. Os motores são desmontados e reconstruídos após cada prova, num processo exigente e dispendioso.

As equipas dependem de engenheiros altamente especializados e de investimentos elevados para manter estas máquinas operacionais.

Num mundo automóvel cada vez mais dominado pela eletrificação e pela eficiência, o drag racing continua a ser a expressão mais crua da velocidade.

Aqui, não há compromissos: apenas potência, precisão e alguns segundos onde tudo se decide.