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Yamaha acaba de criar uma nova família de scooters: a cidade já não é suficiente

Yamaha acaba de criar uma nova família de scooters: a cidade já não é suficiente
Automonitor

A nova gama RW, revelada no âmbito da EICMA 2026, representa uma aposta da marca japonesa num conceito que combina deslocações urbanas, viagens e percursos em terra batida. Segundo a Yamaha, o objetivo é oferecer a praticabilidade necessária para o quotidiano, sem limitar os motociclistas às estradas convencionais

A Yamaha acaba de apresentar uma nova família de scooters de aventura que pretende aproximar dois mundos habitualmente separados: a facilidade de utilização de uma scooter e a versatilidade de uma moto preparada para explorar caminhos fora do asfalto. As novas RW700 e RW350 estreiam-se no Salão de Milão, com motores de 689 e 327 cc, respetivamente, e soluções técnicas desenvolvidas para uma utilização mais exigente.

A nova gama RW, revelada no âmbito da EICMA 2026, representa uma aposta da marca japonesa num conceito que combina deslocações urbanas, viagens e percursos em terra batida. Segundo a Yamaha, o objetivo é oferecer a praticabilidade necessária para o quotidiano, sem limitar os motociclistas às estradas convencionais.

E, apesar de partilharem a mesma filosofia, as duas propostas apresentam soluções mecânicas bastante diferentes.

Yamaha RW700: o motor da Ténéré 700 chega a uma scooter

A RW700 utiliza o conhecido motor bicilíndrico CP2 de 689 cc, também presente na Ténéré 700 e na MT-07, associado a uma transmissão automatizada Y-AMT desenvolvida especificamente para este modelo.

O sistema dispensa a manete de embraiagem e o pedal das mudanças, permitindo escolher entre uma utilização totalmente automática e uma seleção manual das relações através de comandos no guiador.

Ao contrário de uma scooter convencional com transmissão continuamente variável, a RW700 utiliza uma caixa de seis velocidades, procurando combinar a comodidade de uma transmissão automatizada com uma ligação mais direta à mecânica.

O motor desenvolve cerca de 69 cv e 65 Nm de binário, valores que colocam a RW700 num patamar de prestações próximo de várias motos de média cilindrada.

Para enfrentar pisos irregulares, a Yamaha desenvolveu um novo quadro em tubos de aço de elevada resistência, suspensões de curso longo e uma forquilha invertida de 41 mm.

A distância mínima ao solo é de 170 mm, enquanto as rodas com jantes de alumínio e raios cruzados recebem pneus Pirelli Scorpion Rally STR, concebidos para utilização em estrada e em percursos de terra.

As pedaleiras reguláveis em quatro posições e as plataformas rebatíveis permitem adaptar a posição de condução, incluindo quando o motociclista necessita de se levantar para ultrapassar obstáculos.

Eletrónica preparada para sair da estrada

A RW700 recebe o sistema Yamaha Ride Control, que permite adaptar o comportamento da moto às condições de utilização.

Entre as funcionalidades encontram-se diferentes modos de condução, controlo de velocidade de cruzeiro e um modo Gravel, desenvolvido para melhorar a gestão da potência e da transmissão em superfícies de menor aderência.

A versão RW700 Explore acrescenta equipamento destinado sobretudo às viagens, incluindo punhos e banco aquecidos, suspensão dianteira regulável, descanso central e comandos retroiluminados.

Esta variante procura reforçar o conforto em deslocações prolongadas, mantendo as características de utilização em percursos não asfaltados.

Yamaha RW350: mais leve e com uma solução mecânica invulgar

A segunda novidade da família é a RW350, equipada com um novo motor monocilíndrico de 327 cc, capaz de desenvolver cerca de 29 cv e 31,5 Nm de binário.

Neste caso, a Yamaha optou por uma transmissão automática de variação contínua, mas introduziu uma arquitetura pouco habitual no universo das scooters.

O sistema Yamaha Dynamic Ride fixa rigidamente o motor ao quadro, permitindo que apenas a unidade da transmissão CVT acompanhe os movimentos da suspensão.

Esta solução procura reduzir as massas não suspensas, aumentar a rigidez estrutural e melhorar a precisão da condução, sem comprometer o conforto.

A RW350 utiliza um quadro de tipo diamante em tubos de aço, forquilha invertida de 37 mm e dois amortecedores traseiros com regulação da pré-carga.

A distância mínima ao solo é de 185 mm, superior à da RW700, e os pneus Dunlop D615 apresentam um desenho adequado a diferentes tipos de piso.

Tecnologia e conforto para o quotidiano

Apesar da vocação aventureira, a RW350 não abdica de equipamentos habitualmente associados às scooters modernas.

A Yamaha inclui acelerador eletrónico, modos de condução, controlo de tração e controlo de velocidade de cruzeiro.

O painel de instrumentos utiliza um ecrã TFT de cinco polegadas, preparado para ligação ao smartphone e utilização de navegação através de aplicações compatíveis.

A marca destaca ainda a posição de condução adaptável e a facilidade de utilização, procurando tornar a RW350 uma alternativa tanto para deslocações diárias como para pequenas viagens.

Uma nova família com chegada prevista para 2027

As RW700, RW700 Explore e RW350 deverão começar a ser comercializadas na Europa durante a primavera de 2027.

A Yamaha recorre também a materiais reciclados e a plásticos de origem vegetal em determinados componentes, integrando esta nova família na sua estratégia de redução do impacto ambiental da produção.

Os preços para Portugal ainda não foram anunciados.

Com as novas RW, a Yamaha procura alargar o conceito de scooter para além da mobilidade urbana. A proposta é manter a facilidade de utilização que caracteriza estes veículos, acrescentando uma componente de aventura habitualmente reservada às motos de outros segmentos.

A Yamaha está a renovar a sua oferta de scooters em diferentes segmentos. A Automonitor apresentou também a nova Yamaha NMAX E, a versão elétrica de uma das scooters mais populares da marca, com até 104 quilómetros de autonomia.