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Transportadores de pesados alertam: Rutura das empresas está iminente

Automonitor com Lusa

A Associação Rodoviária de Transportadores Pesados de Passageiros (ARP) alertou esta segunda-feira para a necessidade de “medidas urgentes” para apoiar empresas “em iminente rutura” e risco de incumprimento de obrigações para com trabalhadores e banca, devido à pandemia de Covid-19.

Em comunicado, a ARP adianta que já se reuniu, no final da semana passada, com chefe de gabinete da secretária de Estado do Turismo e com o chefe de gabinete do secretário de Estado da Mobilidade, “para dar conta do panorama de rutura que vivem os seus associados”.

Na reunião, o presidente da ARP, José Luís Carreira, transmitiu aos representantes do Governo a “situação dramática” que vivem as empresas de transporte de passageiros e alertou para a necessidade de “medidas urgentes” de apoio a estas empresas, para minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus.

“Há uma iminente rutura das empresas, o que levará rapidamente ao incumprimento perante os seus trabalhadores e a banca, assim como a outros fornecedores essenciais à sua laboração”, garantiu o presidente da associação que sublinhou que grande parte das empresas suas associadas são de cariz familiar, das quais dependem “muitos postos de trabalho, que estão agora em causa”, devido à “paralisação total” dos autocarros.

Para a ARP, as medidas de apoio devem ser adequadas ao setor, tendo reforçado, na reunião com os representantes do executivo, a necessidade de se clarificar os requisitos de acesso às mesmas, “uma vez que existem empresas constituídas recentemente, com pouco histórico contabilístico-financeiro”.

Segundo José Luís Carreira, os representantes do Governo mostraram-se recetivos “às reivindicações e problemas apresentados” pela ARP, estando convicto de que serão apresentadas “medidas concretas” nos próximos dias.

Recorde-se que Governo anunciou na sexta-feira uma linha de crédito no valor de 60 milhões de euros destinada a microempresas do setor do turismo, apontado como um dos mais afetados pelo novo coronavírus.

(com Lusa)