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Telemóvel ao volante sob mira das autoridades: Estes distritos estão hoje com fiscalização reforçada

Pedro Gonçalves

Arranca esta terça-feira a campanha nacional de segurança rodoviária “Ligue-se à vida, não ao telemóvel”, uma iniciativa conjunta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Arranca esta terça-feira a campanha nacional de segurança rodoviária “Ligue-se à vida, não ao telemóvel”, uma iniciativa conjunta da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP), destinada a alertar os condutores para os perigos da utilização do telemóvel durante a condução.

A campanha decorre até 2 de março e terá especial incidência nos distritos de Braga, Santarém e Aveiro, combinando ações de sensibilização promovidas pela ANSR com operações de fiscalização no terreno asseguradas pela GNR e pela PSP.

Em comunicado, as autoridades esclarecem que a iniciativa integra duas vertentes complementares: por um lado, ações de contacto direto com condutores para reforçar a consciencialização sobre os riscos associados à distração ao volante; por outro, operações de fiscalização destinadas a detetar e sancionar infrações relacionadas com o uso indevido do telemóvel.

Sob o mote “Ligue-se à vida, não ao telemóvel”, a campanha sublinha um dado considerado crítico: utilizar o telemóvel enquanto se conduz aumenta em quatro vezes o risco de acidente.

Segundo explicam as autoridades, a utilização do telemóvel durante a condução provoca um atraso no tempo de reação a situações imprevistas que é superior ao efeito provocado por uma taxa de álcool no sangue de 0,8 g/l.

Isto significa que, mesmo sem consumo de bebidas alcoólicas, a distração causada pelo manuseamento do telemóvel compromete significativamente a capacidade de resposta do condutor perante obstáculos súbitos, travagens inesperadas ou atravessamentos imprevistos.

A campanha procura, assim, equiparar a perceção social do risco da distração digital ao já reconhecido perigo da condução sob o efeito do álcool.

Três segundos podem equivaler a 42 metros às cegas
As autoridades apresentam ainda um exemplo concreto para ilustrar o impacto da distração: a uma velocidade de 50 km/h, desviar o olhar da estrada durante apenas três segundos para consultar o telemóvel corresponde a percorrer cerca de 42 metros sem atenção à via.

Essa distância equivale aproximadamente ao comprimento de uma fila de 10 automóveis. Durante esse espaço, o condutor circula praticamente “às cegas”, sem capacidade efetiva de monitorizar o ambiente rodoviário.

Mais de 12 mil acidentes associados à distração
Os números recentes reforçam a dimensão do problema. Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, a distração ao volante — categoria que inclui o uso do telemóvel — esteve na origem de 12.215 acidentes.

Estes dados sustentam a decisão das autoridades de intensificar campanhas específicas dirigidas à redução de comportamentos de risco ligados à utilização de dispositivos móveis durante a condução.

Coimas, perda de pontos e inibição de conduzir
Para além do risco acrescido de acidente, o uso do telemóvel ao volante acarreta consequências legais significativas.

A infração é punida com coimas que variam entre 250 euros e 1250 euros. Acresce a perda de três pontos na carta de condução e a possibilidade de inibição de conduzir por um período que pode ir de um a 12 meses.

As autoridades recordam que estas penalizações visam não apenas sancionar, mas também dissuadir comportamentos que colocam em risco a vida do próprio condutor, dos passageiros e dos restantes utilizadores da via.

Braga, Santarém e Aveiro sob especial atenção
Durante o período da campanha, os distritos de Braga, Santarém e Aveiro serão alvo de ações específicas, quer ao nível da sensibilização, quer no reforço da fiscalização.

Com esta iniciativa, a ANSR, a GNR e a PSP pretendem reduzir a sinistralidade associada à distração e promover uma cultura de condução responsável, reiterando a mensagem central que marca o arranque desta terça-feira: ao volante, a prioridade deve ser sempre a estrada — e não o ecrã do telemóvel.