<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Skoda Enyaq iV 80 204 CV: Não é a eletricidade que faz a diferença. É o ADN!

Automonitor

A Skoda opta pelo mesmo caminho e, de certo modo, aproxima o Enyaq da família Skoda mas onde existe uma ousadia no desenho (mais clean e elaborado), com a traseira a ganhar protagonismo e destaque, onde a melhor palavra para o definir é robustez

Por Jorge Farromba

O ensaio do SUV da Skoda foi mesmo um pedido ao importador. Já tinha conduzido a mesma plataforma com o VW e o Audi. Faltava a Seat e o Skoda de forma a compreender – ou não – as diferenças.

E quis verificar se o que muda de marca para marca é o modo como cada uma interpreta e promove a sua marca; ou seja, o seu ADN. Uns dando maior premência ao conforto, ao comportamento, à eficácia ou à desportividade. E foi isso mesmo que me propus entender.

Em termos estéticos, a Audi segue uma linha estética já existente nos seus modelos a combustão; a VW, sendo o seu primeiro elétrico criou um desenho exterior com rasgos a recordar o Golf. A Skoda opta pelo mesmo caminho e, de certo modo, aproxima o Enyaq da família Skoda mas onde existe uma ousadia no desenho (mais clean e elaborado), com a traseira a ganhar protagonismo e destaque, onde a melhor palavra para o definir é robustez. E isso pode ditar o sucesso do modelo. Pelo menos eu gostei bastante, se bem que prefira este modelo numa cor mais arrojada ou numa mais escura, ao invés do cinza ensaiado. Gostos!!

A frente do Skoda possui uma interpretação forte da nova identidade da marca com linhas bem estruturadas e que incorporam neste SUV uma iluminação Full Led. A par destas alterações encontramos um interior com muito espaço, bancos envolventes (nesta versão elétricos e com memória), o tradicional chapéu de chuva na porta esquerda; o raspador de gelo na bagageira e a cultura da marca com a utilização de vários materiais reciclados e/ou sustentáveis.

Tanto no volante como na consola central a marca tentou conjugar o futuro, com botões “digitais” mas mantendo alguns botões físicos, numa aproximação feliz entre ambas as realidades. O ecrã do painel central é de grandes dimensões e a usabilidade vs ergonomia do mesmo, permite encontrar com facilidade os vários itens. Já a seleção de outros botões faz-se com botões físicos abaixo do ecrã central (exemplo, o modo de condução: eco, normal, confort, sport, individual).

Se o espaço interior à frente é mais que suficiente, o mesmo se passa no banco traseiro onde podemos viajar com bastante conforto. A bagageira plana tem mais de 580 litros e permite levar muita bagagem.

E em estrada?

Em termos de chassis não existem diferenças a mencionar face aos seus primos, mas quanto mais o utilizamos em cidade e zonas com piso mais degradado compreendemos que foi dada primazia neste SUV ao conforto sem perder o compromisso com a eficácia que um veículo desta dimensão e peso possuem. Os 204cv são mais que suficientes em condução normal e mais empolgantes quando alteramos a matriz de software para o modo sport, mais “ágil”.

Foi fácil e agradável conduzir o mesmo ao longo dos vários dias, onde a direção comunica fielmente a estrada, existe eficácia no comportamento e, algo que já tinha experienciado nas outras marcas, o grande trabalho que todas efetuaram no campo da ergonomia, da usabilidade e da qualidade de vida a bordo.

Eu, que continuo a ter em minha posse viaturas a combustão, dou por mim a comprovar a rápida evolução que este tipo de viaturas teve; a qualidade de construção, o prazer do silêncio (o que significa que existe bom isolamento acústico do modelo face ao exterior) e o patamar onde hoje as marcas se estão a posicionar.

É certo que este SUV tem uma bateria de 77.1 KW/h, anuncia uma autonomia combinada de mais de 500 km e certamente em estrada fará perto de 300 km em condução normal, mas não tenhamos ilusões que os veículos elétricos farão parte do presente e do futuro. Adicionalmente, e com tanta eletrónica e tanto software, a fiabilidade que tenho encontrado nos mesmos (os célebres bugs) têm sido nulos.

Ser elétrico hoje já é uma realidade e as marcas investiram milhões para os dotar – como bem fez a Skoda – num produto bem construído, com boa ergonomia e usabilidade e, tal como os seus primos, imunes a ruídos parasitas, dada a sua qualidade de construção.

Diferem onde?

No modo como cada marca transmite o seu ADN, desde o VW mais dinâmico, a um Audi mais desportivo e a um Skoda no meio termo.

Qual deles é o mais adequado?

Todos. Depende do cliente final e, o melhor conselho passa por experimentar todos os SUV e decidir qual destes tração às duas rodas prefere.

Preço final: 50.000€