Com o anúncio destes resultados, a fabricante francesa decidiu cortar na remuneração dos acionistas, não indo além dos 1,10 euros por ação – há um ano, a Renault tinha pagado 3,55 euros por ação.
“Não estamos satisfeitos com estes resultados”, afirmou a CEO interina da Renault, Clotilde Delbos, que vai ter o seu lugar ocupado por Luca de Meo, antigo presidente da SEAT, em julho.
A marca francesa foi penalizada pela redução da procura no setor automóvel, mas sobretudo por provisões e imparidades relacionadas com vários negócios, com destaque para as joint-ventures na China (com a Daimler) e a aliança com a Nissan.
A Renault, detida em 43% pela japonesa Nissan, viu as receitas descerem 3,3% para 55,54 mil milhões de euros, em linha com as estimativas dos analistas. Para este ano, a marca francesa estima receitas em linha com as alcançadas em 2019 e uma margem operacional entre 3 e 4% (abaixo dos 4,8% de 2019 e do anteriormente previsto pela companhia).
Delbos anunciou ainda um plano de corte de custos para poupar dois mil milhões de euros nos próximos três anos.





