No mercado de carros usados, os esquemas de quilometragem ainda são bastante comuns, principalmente se os vendedores não forem de se fiar. Esta prática acaba por ser relativamente simples: manipular o contador do veículo para que mostre menos quilómetros do que realmente percorreu para com isso aumentar o seu preço de venda. E há carros onde isto acontece com maior frequência do que outros…
No site de consulta de informações de carros usados ‘CarVertical’, um relatório apontou os modelos mais utilizados neste esquema – foram analisados mais de 700 mil relatórios de carros usados, entre novembro de 2020 e novembro de 2021, num universo de 18 países, sobretudo europeus, analisados.
Assim, de acordo com os dados, aqueles que correm maior risco de cair no esquema são os compradores de carros de marcas premium alemãs – dos 20 principais modelos ‘alterados’, 11 eram de marca BMW e Audi. A também alemão Volkswagen, com 4 modelos no top 20, também se destacou.
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— carVertical (@carVertical_com) February 3, 2022
O hodômetro do carro que, em média, mais foi modificado foi o do BMW M5. “O que se correlaciona com alta procura por veículos BMW usados em diferentes mercados”, apontou Matas Buzelis, especialista automóvel da ‘CarVertical’.
“Os dados também revelam que os veículos mais caros são mais propensos a serem ‘mexidos’ e isso é preciso ser levado em consideração quando procura um carro usado. É exatamente aí que a verificação da quilometragem do carro é útil”, alertou Buzelis.
No entanto, essa fraude também ocorre em modelos destinados ao público em massa, como Ford, Subaru ou a Volkswagen. “Carros entre os 5 e 15 anos são mais propensos a serem ‘turbinados'”, explicou.






