As náuseas durante uma viagem de carro são um problema frequente, sobretudo entre as crianças, mas também podem afetar muitos adultos, especialmente em estradas com muitas curvas ou durante os dias mais quentes. A boa notícia é que existem formas simples de reduzir o desconforto.
Segundo a ‘Caetano Retail‘, o chamado enjoo do movimento, ou cinetose, resulta de um conflito entre a informação enviada pelo ouvido interno, responsável pelo equilíbrio, e aquilo que os olhos veem durante a viagem.
O ouvido interno deteta que o veículo está em movimento, mas, quando o passageiro olha para o interior do carro, lê um livro ou utiliza o telemóvel, os olhos não confirmam esse movimento. O cérebro recebe assim sinais contraditórios e responde com sintomas como náuseas, tonturas, palidez, suores frios e, em alguns casos, vómitos.
Alguns especialistas acreditam que este mecanismo tem uma origem evolutiva. Perante esta contradição de sinais, o cérebro interpreta-a como um possível sinal de intoxicação e ativa o reflexo do vómito como forma de proteção.
As crianças entre os 2 e os 12 anos são as mais afetadas, porque o sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio, ainda está em desenvolvimento. A suscetibilidade tende a diminuir progressivamente entre os 12 e os 16 anos, embora alguns adultos continuem a sofrer do problema ao longo da vida.
A posição dentro do automóvel também faz diferença. Segundo a ‘Caetano Retail’, o lugar mais indicado é o banco da frente. Quando isso não é possível, o centro do banco traseiro oferece normalmente uma melhor visão da estrada e ajuda o cérebro a sincronizar aquilo que vê com o movimento sentido pelo corpo.
Olhar para um ponto distante na estrada é outra das recomendações mais eficazes. Pelo contrário, utilizar o telemóvel, ver vídeos, ler mensagens ou folhear um livro durante a viagem aumenta o conflito sensorial e agrava os sintomas.
A alimentação antes de partir também pode influenciar o desconforto. O ideal é fazer uma refeição ligeira uma a duas horas antes da viagem, privilegiando alimentos como torradas, bolachas de água e sal ou fruta pouco ácida. Alimentos muito gordurosos, picantes, grandes quantidades de laticínios e bebidas alcoólicas devem ser evitados.
Nas viagens mais longas, fazer pausas regulares, manter o habitáculo bem ventilado e evitar odores intensos também pode ajudar a reduzir o mal-estar.
Existem ainda medicamentos de venda livre para prevenir o enjoo, bem como alternativas como pulseiras de acupressão. No entanto, segundo a ‘Caetano Retail’, qualquer medicação deve ser utilizada apenas após aconselhamento de um médico ou farmacêutico, sobretudo quando se destina a crianças.
No fundo, pequenas mudanças de hábitos — desde o lugar onde se viaja até ao que se come antes de sair — podem fazer uma grande diferença e transformar uma viagem desconfortável num percurso muito mais tranquilo.






