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Jorge Corrula já fez 20 mil km num carro chinês e não tem dúvidas: “O estigma já não faz sentido”

Jorge Farromba

O ator, comunicador e embaixador da OMODA e JAECOO contou à Automonitor sobre a sua experiência depois de quase um ano e 20 mil quilómetros ao volante de um JAECOO e o que encontrou no OMODA 9

A Automonitor esteve à conversa com Jorge Corrula, ator, comunicador e embaixador da OMODA e JAECOO, para perceber o que o convenceu a associar-se às duas marcas, como tem sido a experiência depois de quase um ano e 20 mil quilómetros ao volante de um JAECOO e o que encontrou no OMODA 9 quando teve oportunidade de o levar para a pista.

Entre a autonomia elétrica, a utilização quotidiana de um híbrido plug-in e a desconfiança que ainda acompanha algumas marcas chinesas na Europa, Jorge Corrula assume, em entrevista a Jorge Farromba, que continua a gostar de conduzir depressa, explica por que razão um automóvel 100% elétrico ainda não se adapta à sua vida e lança um desafio a quem continua a olhar para a origem chinesa como um problema: experimentar antes de julgar.

Automonitor: És ator e comunicador. Gostaria que me explicasses o que te convenceu a representar a OMODA e que tecnologia ou elemento do carro mais te surpreendeu?

Jorge Corrula: Tenho quase um ano e 20.000 km de experiência com um JAECOO, e a OMODA e a JAECOO partilham plataformas e tecnologias. Gosto de andar depressa, mas com conforto e espaço para a família. O carro é amplo e confortável e também aguenta uma condução rápida quando vou sozinho.

No circuito onde testei o OMODA 9, este revelou-se extraordinariamente rápido e extraordinariamente seguro. Senti essa segurança nas curvas e nas travagens, mesmo com as rodas não totalmente direitas e abusando do carro.

Para um SUV com mais de duas toneladas, tem um caráter desportivo pouco comum e alia o conforto familiar a uma resposta vigorosa quando se acelera a fundo, o que é raro nos SUV.

Jorge Farromba: A autonomia dos veículos plug-in ainda é um problema?

Jorge Corrula: Ligo muito à autonomia, mas, na minha perspetiva, deixou de ser um problema. Tenho mais de 100 km em modo totalmente elétrico, o que me permite passar uma semana sem abastecer gasolina.

Quando a carga acaba, o motor de combustão entra em assistência e o carro continua eletrificado. Mesmo sem carregar, mantém o modo elétrico nos arranques e nas acelerações. Isso resolve um problema típico dos primeiros híbridos plug-in, que perdiam a eletrificação sem carregamento.

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Automonitor: Então preferes o híbrido plug-in a um 100% elétrico?

Jorge Corrula: Neste momento, não tenho vida para um 100% elétrico. A combinação de combustão e elétrico dá-me flexibilidade.

Se carregar todos os dias em casa e fizer viagens curtas, até cerca de 100 km, uso-o como se fosse totalmente elétrico. Em viagens maiores, ou quando não quero preocupar-me com carregamentos, funciono a combustível e mantenho a assistência elétrica.

Automonitor: Os carros chineses e asiáticos têm vindo a melhorar. Que argumento autêntico usas quando recomendas a OMODA ou a JAECOO a familiares e amigos?

Jorge Corrula: O estigma sobre os carros chineses já não faz sentido. Proponho um blind test, porque as características são equiparáveis às dos carros europeus ou dos EUA.

As plataformas e as tecnologias são muito partilhadas entre marcas, há até uma certa “promiscuidade”, e isso reduz as diferenças.

Este carro reúne o melhor de dois mundos: o dinamismo desportivo e a tecnologia moderna que invadiu o setor. Continua a atrair os entusiastas. Quem gostava de caixa manual e do som do motor de combustão encontra isso aqui, a par de motores híbridos, baixo consumo e caixa automática.

Hoje já nem faz sentido ter caixa manual, talvez só em pista.

Automonitor: E mesmo em pista, a caixa automática convence?

Jorge Corrula: Convence. Pude experimentá-la agora no OMODA e a caixa automática não deixa de ser motivo de diversão, mesmo em pista.

Porque importa um embaixador de uma marca? Jorge Farromba explica

O papel de um embaixador de uma marca vai muito além de “dar a cara por ela”. É algo que explico também aos meus alunos: esta figura pode assumir um papel importante na estratégia de uma marca, tanto na construção da sua credibilidade como da sua notoriedade.

Cabe-lhe conhecer o produto, usá-lo na vida real, “traduzi-lo” para o público com rigor e honestidade e ajudar a construir confiança onde a publicidade, por si só, não chega.

Um bom embaixador deve também ser capaz de reconhecer aquilo que o produto não faz, porque é isso que dá peso ao que elogia.

Jorge Corrula desempenha particularmente bem esse papel: tem o mérito de não ofuscar a marca, mas também de não desaparecer atrás dela. Esse equilíbrio foi visível durante todo o evento, onde o próprio criou os seus conteúdos e mostrou conhecer o ADN da marca.

Leia também: “Uma marca nova não herda a confiança. Conquista-a”

A Automonitor falou também com Dan Jian, responsável da OMODA em Portugal, sobre a confiança nas marcas chinesas, a tecnologia e o futuro da indústria automóvel. Mas também já conduzimos o OMODA 9 SHS para perceber se os 537 cv, a eletrificação e as ambições premium se confirmam na estrada.