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Os cinco novos modelos da Peugeot até 2030 já foram oficialmente anunciados

Os cinco novos modelos da Peugeot até 2030 já foram oficialmente anunciados
Automonitor

Calendário foi detalhado por Alain Favey, responsável máximo da Peugeot, durante a apresentação do novo plano estratégico do grupo, conduzida pelo CEO Antonio Filosa

A Peugeot vai lançar cinco novos modelos entre 2027 e 2030, numa ofensiva de produto que pretende reforçar o peso da marca dentro da Stellantis. A ‘L’Automobile Magazine’ avança que o calendário foi detalhado por Alain Favey, responsável máximo da Peugeot, durante a apresentação do novo plano estratégico do grupo, conduzida pelo CEO Antonio Filosa.

A estratégia surge num momento em que a Stellantis procura clarificar o papel das suas principais marcas europeias. No novo plano Fastlane, apresentado a 21 de maio, Peugeot e Fiat surgem como duas das marcas centrais para a ofensiva europeia do grupo, beneficiando do reconhecimento comercial e da presença já consolidada em vários mercados.

No caso da Peugeot, essa nova responsabilidade passa por manter um ritmo elevado de lançamentos. Os cinco modelos anunciados terão por base a plataforma STLA One, descrita como uma combinação de ferramentas já existentes, e vão cobrir alguns dos segmentos mais importantes para a marca, dos utilitários aos compactos.

208 e 2008 abrem nova fase em 2027 e 2028

Os primeiros modelos a chegar deverão ser os sucessores elétricos do 208 e do 2008. A marca francesa prepara uma estratégia invulgar: as atuais gerações dos dois modelos deverão continuar em produção, mas perderão as versões elétricas, abrindo espaço para novos E-208 e E-2008 tecnologicamente mais avançados.

Esta solução permite à Peugeot manter no mercado as versões com motor de combustão dos atuais 208 e 2008, ao mesmo tempo que lança novas gerações exclusivamente elétricas. A opção também ajuda a justificar preços mais elevados nos novos modelos elétricos, que deverão contar com tecnologias mais sofisticadas.

Entre as novidades previstas está a direção sem ligação mecânica tradicional, conhecida como ‘steer-by-wire’, uma tecnologia que a ‘L’Automobile Magazine’ diz já ter conhecido antecipadamente. Os novos modelos deverão também marcar uma evolução no interior, incluindo elementos como o volante hiperquadrado, já antecipado para a próxima geração do SUV 2008.

Novo 308 deverá chegar em 2028

Num patamar acima, a Peugeot prepara também a nova geração do 308 e da respetiva carrinha. A atual terceira geração foi lançada em 2021, pelo que a chegada de um sucessor em 2028 encaixa no ciclo normal de renovação do modelo.

A próxima geração deverá manter uma oferta multienergia, com versões híbridas e uma variante totalmente elétrica, seguindo a estratégia já aplicada atualmente. O 308 continuará, assim, a desempenhar um papel central no segmento dos compactos, um dos mais importantes para a imagem europeia da Peugeot.

O desafio será conciliar a eletrificação com preços competitivos, numa altura em que o mercado automóvel europeu continua dividido entre a pressão regulatória para reduzir emissões e a procura dos clientes por soluções ainda acessíveis.

Sucessor do 408 pode aproximar-se mais dos SUV

A ofensiva da Peugeot deverá incluir ainda um sucessor do atual 408. Embora a marca não tenha confirmado oficialmente todos os detalhes, a silhueta sugerida durante a apresentação aponta para uma nova geração com maior altura ao solo.

Essa alteração poderá aproximar ainda mais o modelo do universo SUV, reduzindo a distância entre berlina elevada, coupé e crossover. A linha será particularmente delicada porque o 408 terá de coexistir com o 3008, que já assume uma postura de SUV coupé.

Também neste caso, a Peugeot deverá evitar uma aposta exclusivamente elétrica. A próxima geração deverá manter uma abordagem multienergia, com versões elétricas e híbridas, podendo incluir também variantes híbridas plug-in.

Peugeot quer corrigir o percurso do 408

O atual 408 não teve, até agora, o impacto comercial esperado na primeira fase do seu ciclo de vida. Ainda assim, Alain Favey considera que o modelo foi “injustamente julgado”, sugerindo que a Peugeot continua a acreditar no conceito.

A nova geração poderá, por isso, tentar corrigir o posicionamento, aproximando-se de uma linguagem mais SUV e beneficiando da nova organização estratégica da Stellantis. A questão será perceber se essa evolução será suficiente para dar ao 408 o sucesso que o modelo atual ainda não conseguiu consolidar.

Com estes lançamentos, a Peugeot prepara uma década decisiva. A marca terá de renovar modelos de grande volume, reforçar a sua oferta elétrica e, ao mesmo tempo, manter versões híbridas e térmicas onde o mercado ainda o justificar. A ambição é clara: continuar a ser uma das marcas europeias mais fortes dentro da Stellantis, sem perder terreno num mercado cada vez mais competitivo.