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Nissan vai fechar fábrica em Barcelona: Mais de 28 mil trabalhadores em risco

A Nissan irá encerrar a sua fábrica em Barcelona como parte do seu plano de reestruturação mundial, indica o jornal japonês Nikkei.

A fábrica de Barcelona, responsável por 3.200 empregos diretos e 25.000 indiretos, retomou sua atividade no dia 4 de maio, mas parou dois dias depois devido à greve por tempo indeterminado convocada pelos trabalhadores, motivada precisamente por medo de que as instalações sejam encerradas permanentemente.

Ao jornal espanhol ABC, fontes executivas da Nissan recusaram comentar as informações do jornal japonês, remetendo todos os detalhes para dia 28 de maio, dia em que a marca japonesa irá apresentar o seu plano estratégico.

No ano passado, a fábrica de Barcelona fabricou cerca de 55.000 unidades, 10% da produção da Nissan na Europa que se concentra principalmente em Sunderland, no Reino Unido. Se o encerramento for confirmado, a produção da fábrica de Barcelona – que atualmente produz a pick-up Navara, o Renault Alaskan (com pouca procura), a pick-up Classe X da Mercedes-Benz (que já anunciou que será descontinuada) e o comercial elétrico e-NV200 – será derivada, novamente de acordo com o jornal Nikkei, para outras fábricas da sua parceira Renault.

Apesar do plano da Nissan ser revelado apenas a 28 de maio, a Reuters avança que se espera uma retirada da Europa e um foco determinado nos EUA, na China e no Japão.

De acordo com as fontes da agência noticiosa, não se espera apenas um corte de custos, mas sim uma racionalização das operações, preparando as bases para o futuro. Para o conseguir, a estratégia passa por incrementar a cooperação com as outras duas marcas da Aliança – Renault (que detém 43,4% da Nissan) e a Mitsubishi -, o que permitirá reduzir os investimentos em investigação e desenvolvimento.

A Nissan deverá também iniciar uma redução da presença no mercado europeu (evitando assim concorrer com a Renault), concentrando-se nos SUV como o Juke e o Qashqai, com recurso à tecnologia híbrida plug-in da Mitsubishi.

Também a extinção da Datsun deverá estar em cima da mesa – a marca de baixo custo com que a Nissan procurou ocupar um espaço importante em mercados como os da Ásia ou Rússia, numa tentativa de replicar o sucesso da Dacia (marca ‘low cost’ da Renault).