Segundo as estimativas do Observador Cetelem Automóvel, a tendência para a compra de carros usados durante períodos de crise volta a verificar-se. Numa média a nível global, 25% das próximas compras de automóveis será efetuada neste mercado, e os portugueses, polacos, sul-africanos, holandeses e franceses são os que, em maior número, ponderam esta hipótese. Do lado oposto, chineses, espanhóis e japoneses rejeitam a perspetiva de comprar um carro usado numa percentagem de cerca de 90%.
A tendência para o mercado de usados permanece de tal forma que, nos primeiros meses de pandemia e face ao período homólogo, a Alemanha registou uma quebra nos registos de veículos novos de 64%, mas de apenas 11% nos veículos usados.
O Observador Cetelem considera que “um contexto em que a tensão económica impactou fortemente as famílias, o mercado de usados faz a diferença, uma vez que dispõe de um orçamento menor para gastar na compra de um novo veículo”. Entre os argumentos que reforçam o valor dos usados, destacam-se a diferença de preço, em comparação com um novo (48%), e um novo modelo desvalorizar de forma mais rápida (34%).
Dentro dos veículos usados há uma categoria que se destaca em particular: os usados com menos de um ano. Cerca de 1 em cada 4 inquiridos consideram-no “um bom compromisso” e 1 em 5 “uma maneira económica de mudar a gama”.





