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‘Deixaria o seu filho brincar numa janela num 3.º andar?’ Portugueses ainda falham cinto de segurança e ‘cadeirinhas’ no banco de trás

Automonitor

Um passageiro sem cinto de segurança no banco de trás de um automóvel é projetado com uma força equivalente a duas toneladas para cima dos passageiros da frente num acidente a apenas 50 quilómetros por hora.

Um passageiro sem cinto de segurança no banco de trás de um automóvel é projetado com uma força equivalente a duas toneladas para cima dos passageiros da frente num acidente a apenas 50 quilómetros por hora.

Ainda assim, há muitos portugueses que continuam a não usar cinto de segurança quando circulam nos lugares traseiros dos automóveis. Há também famílias que continuam a transportar crianças no banco de trás sem sistemas de retenção, ou seja, sem cadeirinha ou banco elevatório.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) volta a fazer soar o alerta para esta situação preocupante e, a partir de hoje, dá início à campanha “Cinto-me Vivo”, com a PSP, que inclui acções de fiscalização e também de sensibilização.

“Numa colisão a 50km/hora, uma pessoa que esteja sentada no banco de trás sem cinto é projetada para cima dos passageiros que vão à frente com uma força equivalente que estão acima das duas toneladas”, alertou Alexandra Henriques, da ANSR à Antena 1.

E questiona os pais que deixam os filhos circularem sem sistema de retenção, mesmo que por distâncias curtas ou viagens de curta duração: “Deixaria o seu filho a brincar numa janela aberta num terceiro andar? Porque num embate a 50 km/hora, uma criança sem cadeira ou cinto de segurança sofre lesões equivalentes a cair de um terceiro andar”, sublinhou a especialista.

Na última campanha desta natureza, que ocorreu de de 8 a 14 de setembro de 2020, as Forças de Segurança fiscalizaram 41.150 veículos, tendo registado 1.180 infrações relativas ao à não utilização dos dispositivos de segurança, o que correspondeu a uma taxa de infração de 2,87%, numa média de 169 infrações por dia.