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Compra um SUV de alto luxo – e dizem-lhe para não usar os bancos de trás (nem a bagageira…) até maio

Automonitor

Compra um carro de luxo. Silencioso. Impecável. Perfeito. Ou, pelo menos… era suposto ser

Compra um carro de luxo. Silencioso. Impecável. Perfeito. Ou, pelo menos… era suposto ser.

Porque mesmo no topo do luxo automóvel, há histórias que parecem saídas de uma comédia — e esta é uma delas.

Segundo uma informação destacada pelo ‘El País’, a Rolls-Royce está a chamar à revisão um pequeno número de unidades do seu SUV de luxo Cullinan. O motivo?

Um parafuso. Sim, um único parafuso.

Tudo começou com um detalhe quase insignificante. Durante um teste de estrada, alguém ouviu um ruído metálico. Nada de alarmante à primeira vista — mas suficiente para levantar suspeitas. A investigação começou.

E o que parecia um pequeno incómodo revelou algo mais sério: um parafuso no sistema do cinto de segurança traseiro poderia não estar corretamente apertado. A partir daí, a decisão foi inevitável.

A marca britânica identificou 102 veículos potencialmente afetados, produzidos ao longo de vários anos, e iniciou um processo de recolha para corrigir o problema. Mas é aqui que a história ganha contornos… peculiares.

Até que tudo esteja resolvido, a recomendação para os proprietários é clara: Não utilizar os bancos traseiros e evitar usar o porta-bagagens. Num SUV de luxo… de mais de 300 mil euros.

A razão é simples — e preocupante. Se o parafuso se soltar, o cinto pode não funcionar corretamente em caso de acidente. E, em determinadas situações, o encosto traseiro pode até mover-se com o impacto da carga.

Ou seja, o problema é pequeno. Mas as consequências podem não ser. Ainda assim, há um detalhe importante.

A Rolls-Royce garante que não há registo de acidentes ou feridos relacionados com esta falha. E a solução é relativamente simples: apertar o parafuso conforme as especificações. Tudo será tratado sem custos para os clientes.

No universo automóvel, uma chamada à revisão de 102 carros seria quase irrelevante. Mas não quando cada unidade custa centenas de milhares de euros.

Porque, no fim, fica a ironia. Num carro onde tudo é pensado ao detalhe — do couro ao silêncio — basta um pequeno parafuso fora do sítio para transformar o luxo absoluto… numa situação difícil de explicar.

E talvez seja essa a parte mais curiosa. Mesmo no topo, a perfeição continua a ser um objetivo — não uma garantia.