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Combustíveis em Portugal vão ser afetados pelas tarifas dos EUA? Responsável admite exceção

Combustíveis em Portugal vão ser afetados pelas tarifas dos EUA? Responsável admite exceção

António Comprido considera que, apesar das exportações “não serem diretamente afetadas neste momento”, a agitação económica “perturba os mercados financeiros” e coloca “pontos de interrogação nos planos de investimento”

O secretário-geral da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes disse hoje que o setor não será “afetado de imediato” pelas tarifas impostas pelos EUA, pois não preveem produtos energéticos, mas alerta que perturbam “os mercados financeiros”.

“O nosso setor basicamente é exportador de gasolinas para os Estados Unidos e há uma exceção na ordem executiva do presidente Trump, que não abrange os produtos energéticos e por isso não vamos imediato ser afetados” informou o secretário-geral da EPCOL, António Comprido.

Contudo, António Comprido considera que, apesar das exportações “não serem diretamente afetadas neste momento”, a agitação económica “perturba os mercados financeiros” e coloca “pontos de interrogação nos planos de investimento”.

O Ministério da Economia reúne-se com associações empresariais de diversos setores entre terça-feira e hoje para avaliar “o impacto e as medidas de mitigação” das tarifas que o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou há uma semana, de 20% a produtos importados da União Europeia e que acrescem às de 25% sobre os setores automóvel, aço e alumínio.

As novas tarifas de Trump são, segundo o Presidente norte-americano, uma tentativa de fazer crescer a indústria dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que punem os países por aquilo que disse serem anos de práticas comerciais desleais.

Segundo a Associação Industrial Portuguesa (AIP), “a estrutura das exportações de bens para os EUA em 2024” foi liderada pela indústria química (inclui farmacêutica), com 24,9%, seguida dos produtos minerais (20,4%), máquinas e aparelhos elétricos (10%), têxteis (8,2%), plástico e borracha (8%), metalúrgica e metalomecânica (5,8%) e madeira (3,9%).

“Os produtos minerais (inclui produtos petrolíferos) tiveram uma quebra homóloga na exportação de 57,6% e a metalomecânica (máquinas e aparelhos) 43,7%”, indicou.