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Combustíveis ‘em alta’: preços disparam esta semana. Saiba onde poupar nos postos mais baratos do país

Automonitor

Gasóleo deverá ficar sete cêntimos mais caro por litro, enquanto a gasolina deverá aumentar três cêntimos, de acordo com a evolução das cotações dos produtos petrolíferos em euros

Esta semana, os combustíveis seguem uma tendência que tem sido ‘regra’ nos últimos tempos: novo agravamento dos preços dos combustíveis em Portugal. A partir desta segunda-feira, o gasóleo deverá ficar sete cêntimos mais caro por litro, enquanto a gasolina deverá aumentar três cêntimos, de acordo com a evolução das cotações dos produtos petrolíferos em euros.

A mesma tendência será seguida pelos postos associados aos hipermercados: Aqui, o litro da gasolina vai subir 0,0228 euros e o do gasóleo 0,0627 euros. A subida surge depois de vários dias de discussão sobre a aparente demora na transmissão da descida do petróleo aos preços pagos pelos consumidores nas bombas.

O barril de Brent segue a negociar próximo dos 76 dólares, depois de ter ultrapassado os 80 dólares durante a sessão de quarta-feira, na sequência de uma valorização próxima de 8%. A instabilidade internacional continua, assim, a refletir-se nas cotações dos produtos refinados e nos custos suportados pelos operadores.

Gasóleo já subiu 26 cêntimos desde janeiro

Desde o início do ano, o gasóleo acumulou uma subida de 26 cêntimos por litro, enquanto a gasolina ficou 24 cêntimos mais cara. Num depósito de 60 litros, estas diferenças representam um encargo adicional de 15,6 euros no gasóleo e de 14,4 euros na gasolina comparativamente com a primeira semana de janeiro.

Os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia colocam o preço médio da gasolina em 1,893 euros por litro e o do gasóleo em 1,793 euros. Os valores praticados podem, contudo, variar entre postos, devido à concorrência local, à procura, à oferta disponível e aos custos de funcionamento de cada operador.

Segundo o mais recente boletim da Comissão Europeia, Portugal apresenta a sétima gasolina mais cara da União Europeia. O preço nacional encontra-se nove cêntimos acima da média comunitária e 38 cêntimos acima do valor cobrado em Espanha. A fiscalidade explica grande parte da diferença, uma vez que, antes de impostos, a gasolina 95 é mais barata em Portugal do que no mercado espanhol.

ERSE não encontra irregularidades nos preços

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos analisou o comportamento recente do mercado a pedido do Governo, depois de terem surgido dúvidas sobre a rapidez com que as subidas internacionais estavam a chegar aos postos. O regulador concluiu, para já, que não existem sinais de funcionamento anómalo.

A entidade explica que o valor da gasolina e do gasóleo não acompanha automaticamente a cotação do Brent. Entre o petróleo bruto e o preço apresentado nos postos existem custos de refinação, armazenamento, distribuição, transporte e comercialização, além da incorporação obrigatória de biocombustíveis.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, pediu a análise por considerar preocupante que os combustíveis não estivessem a descer à mesma velocidade com que tinham subido. A governante mostrou-se, entretanto, confiante numa redução dos preços caso a situação internacional evolua de forma favorável.

ENSE aponta pressão nos produtos refinados

Nas conclusões preliminares da sua avaliação, a Entidade Nacional para o Setor Energético assinalou que os produtos refinados registaram fortes valorizações desde o início da crise no Estreito de Ormuz. O gasóleo terá aumentado cerca de 25% e a gasolina aproximadamente 35%, enquanto a carga fiscal se manteve praticamente inalterada.

A ENSE associa a descida mais lenta nas bombas ao conjunto de custos existentes ao longo da cadeia de valor. A capacidade limitada de armazenagem em Portugal e na Europa, juntamente com a refinação, a logística e o transporte, ajuda a explicar por que razão uma queda do crude não produz necessariamente uma redução imediata e proporcional nos postos.

A legislação permite que a ERSE proponha ao Governo a imposição temporária de margens máximas na venda de combustíveis simples e de gás de petróleo liquefeito engarrafado. Essa medida só poderá avançar perante sinais que a justifiquem e depois de consultada a Autoridade da Concorrência. Até ao momento, o regulador não identificou fundamentos para esse tipo de intervenção.

Os mais Económicos

Gasolina simples 95

Transforpel Combustíveis Chão de Sapo – 1,689 €/litro

Intermarché Vilar Formoso – 1,699 €/litro

Transforpel Combustíveis Moncarapacho – 1,709 €/litro

Transforpel Combustíveis Marinha Grande – 1,709 €/litro

Transforpel Combustíveis Calços Martingança – 1,709 €/litro

Gasóleo simples

Intermarché Arruda dos Vinhos- 1,649 €/litro

Intermarché Vilar Formoso – 1,659 €/litro

Bxpress Estarreja – 1,669 €/litro

Intermarché Figueiró dos Vinhos – 1,679 €/litro

Intermarché da Sertã – 1,679 €/litro