Os carros são sempre avaliados em termos de segurança antes de chegarem aos consumidores. Mas nem todos cumprem as expectativas e há modelos que obtêm mesmo zero estrelas nos programas utilizados para determinar o nível de segurança oferecido em caso de colisão. No Programa de Avaliação de Novos Carros da Australásia, desde 1993, avalia os novos bólides e até ao momento somente a Mitshubishi Express tinha obtido a classificação mínima, em 2021. No entanto, a lista foi reforçada recentemente com o MG 5 e o Mahindra Scorpio, que se ‘espalharam’ ao comprido no teste da ANCAP.
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Quais os motivos? Bom, o acabamento básico do sedã não tem pré-tensores nos cintos de segurança, ao passo que a versão mais cara só os tem nos bancos dianteiros. O MG 5 também carece de monitorização de ponto cedo e assistência de faixa, sendo que a intervenção na travagem autónoma de emergência também foi limitada.
Estes ‘problemas’ refletiram-se na respetiva classificação: o sedã teve apenas 37% na categoria ‘Proteção de Ocupantes Adultos’ e 58% na ‘Proteção de Ocupantes Infantis’. O MG 5 teve 42% na ‘Proteção de Utilizadores Vulneráveis em Estradas’ e apenas 13% na ‘Assistência de Segurança’.
O SUV Mahindra Scorpio não se saiu melhor. A ANCAP avaliou-o em 44% para proteção de adultos e 80% para proteção de crianças. Obteve apenas 23% na categoria ‘Proteção ao Utilizador Vulnerável de Estradas’ e 0% na ‘Assistência de Segurança’.
O Mahindra Scorpio recebeu uma classificação de cinco estrelas do Global NCAP há cerca de um ano. Como se explica a discrepância? O Global NCAP prioriza a segurança em acidentes, enquanto o ANCAP dedica-se mais da segurança ativa para prevenir acidentes.
De acordo com a CEO da ANCAP, Carla Hoorweg, tanto a MG quanto a Mahindra “julgaram mal as expectativas de segurança dos consumidores de hoje. Este é um lembrete claro de que nem todos os carros oferecem o mesmo nível de segurança – mesmo quando são modelos totalmente novos”.






