<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Carlos Ghosn: Japão rejeita posição das Nações Unidas

Automonitor com Lusa

O Governo do Japão rejeitou esta segunda-feira a opinião da plataforma de especialistas que trabalham para as Nações Unidas que acusa Tóquio de “arbitrariedade” na detenção do ex-presidente da Nissan-Renault, Carlos Ghosn.

O Executivo japonês, através de um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, considerou que a opinião que foi emitida por um grupo de advogados que trabalha para as Nações Unidas em Genebra “é inaceitável” e não tem qualquer efeito legal.

O Japão responde desta forma ao texto de 17 páginas em que a plataforma de advogados considera que a privação de liberdade de Ghosn em 2018 e 2019 foi arbitrária e entra em conflito com vários artigos da Declaração de Direitos Humanos e com o Tratado Internacional de Direitos Civis Políticos.

O Governo de Tóquio afirma que o sistema penal japonês protege os direitos fundamentais e sublinha que os procedimentos penais aplicados ao ex-presidente da Nissan Motor não colidem com os tratados ratificados pelo Japão.

A nota diplomática japonesa recorda que Ghosn fugiu do país em finais de 2019, numa altura em que se encontrava em liberdade sob fiança e com a condição de não se deslocar ao estrangeiro.

As autoridades japonesas referem igualmente que a lei nacional impede a partilha de mais informações sobre o caso com o grupo de trabalho dos quatro advogados antes do início do julgamento.

O Working Group Arbitrary Detention, formado pelos quatro especialistas, pediu ao Japão mais detalhes sobre o caso e defende a indemnizações a Ghosn.

O ex-presidente da empresa fugiu do país antes do início do julgamento, estando acusado de ocultar às autoridades uma série de compensações estabelecidas com a Nissan entre 2011 e 2018 para serem efetuadas em caso de retirada da empresa – no valor de 73 milhões – entre outras irregularidades financeiras.

Com nacionalidade libanesa, francesa e brasileira, Ghosn disse em Beirute, onde se encontra depois de ter fugido, que não confia na justiça do Japão.

No total, Ghosn esteve preso durante 130 dias em Tóquio e acusa executivos japoneses da Nissan de o terem derrubado para bloquearem o processo de integração total da empresa na francesa Renault SA.

(com Lusa)