A OMODA | JAECOO promoveu uma Driving Experience no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão onde ao longo de um dia, tivemos a oportunidade de conhecer em detalhe o SUV topo de gama da marca, num programa que combinou tecnologia, segurança ativa e condução dinâmica.
Antes da experiência revelar que desconhecia o modelo em causa por ainda não o ter ensaiado e, portanto, algumas destas conclusões resultam desta experiência.
O OMODA 9 só existe com tração integral e motorização híbrida plug-in ancorada na tecnologia Super Hybrid System (SHS), combinando um motor térmico 1.5 turbo a gasolina com três motores elétricos (dois à frente e um atrás) para disponibilizar tração integral inteligente (AWD) e uma potência combinada muito expressiva (na ordem dos 535-537 cv).

Caixa DHT de três velocidades
Ora quem lê isto fica com a sensação de uma caixa pouco evoluída.
Embora à primeira vista o número “três” pareça “curto” para quem está habituado a caixas automáticas tradicionais de 7 ou 8 relações (ou variações contínuas CVT) existe uma lógica por detrás.
É que a lógica de funcionamento difere radicalmente de uma transmissão convencional pois com uma mecânica híbrida plug-in complexa (SHS) com múltiplos motores elétricos, o binário imediato e a suavidade são assegurados instantaneamente pelos motores elétricos, eliminando o “fosso” de potência a que as caixas tradicionais obrigam nas passagens de caixa. Assim, as três velocidades mecânicas são otimizadas para diferentes patamares de velocidade e eficiência do motor térmico:
- Uma para arranque/baixas velocidades,
- uma intermediária para velocidade de cruzeiro urbano/estrada,
- uma terceira mais longa para autoestrada
permitindo assim que o motor a combustão funcione sempre no seu regime ótimo de consumo.

Como existe ainda uma potência combinada superior a 500 cv e tração integral, o sistema gere também a entrega de binário de forma eletrónica e contínua, garantindo acelerações vigorosas e uma resposta pronta em qualquer faixa de rotação; tudo isto sem penalizar a suavidade; e que ficou demonstrado nas quatro experiências proporcionadas.
Portanto, o baixo número de relações físicas é uma escolha de engenharia para simplificar o sistema mecânico, reduzir perdas por atrito e maximizar a eficiência energética, delegando a flexibilidade de andamento ao apoio elétrico constante.
A autonomia elétrica homologada no ciclo WLTP é de cerca de 145 km e oferece uma autonomia total superior a 1.100 km. A bordo, destaca-se um conjunto de 19 sistemas avançados de assistência à condução e um Head-Up Display com realidade aumentada projetado sobre uma superfície de 50 polegadas.

Foi notório sentirmos a presença de uma carroçaria pesada com mais de 2 toneladas – quase 3 com a peso bruto máximo (ocupantes, líquidos e bagagem) mas o conjunto mantém a suavidade, condução silenciosa (embora só testado em algumas voltas no circuito do Algarve), transições discretas entre modos de condução e um comportamento muito previsível e seguro, a que não é também alheio a suspensão eletromagnética e adaptativa.
O Driving Experience – Quatro Experiências
A marca ofereceu os seguintes programas:
- Sessão dedicada à avaliação estática do OMODA 9, com apoio do gestor de produto da marca
- Percurso desenhado num dos setores do circuito, para mostrar com exercícios vários o comportamento do topo de gama da marca, em termos de comportamento, mas também em piso de aderência reduzida, utilizando para isso os vários modos de condução
- Condução em circuito fechado na exigente pista de karting do autódromo para testar as capacidades e limites do OMODA 9, seja no comportamento, transferência de massas, tração, saída em curva, precisão, etc.
- Caravana com teste dos modelos OMODA 5, OMODA 7 e OMODA 9, em via pública e piso de todo-o-terreno, permitindo experimentar toda a gama e experenciar as diferenças
O facto de a marca colocar nas mãos de quem escreve sobre automóveis a possibilidade de testar, sem limitações (houve algumas mas para garantir a nossa própria segurança), num circuito como o Autódromo Internacional do Algarve, é o melhor modo de experienciar as qualidades de um modelo, o seu comportamento, limites, detalhes que concordo com Nuno Serra, Diretor de Importação da OMODA | JAECOO Portugal pois só assim se permite compreender a viatura em ensaio.
Retive que o Omoda 9 PHEV SHS reflete bem a sua estrutura de SUV de grande porte com um comprimento: de 4,775 metros e mais de 2200 kg (com um peso bruto fixado nos 2.717 kg), uma largura de 1.920 mm, altura de 1.671 mm e uma distância entre eixos de 2.800 mm e que, sendo um veículo imponente e com uma massa considerável, percebe-se que não é um desportivo – nem tem de o ser – mas que apresentou um comportamento deveras interessante em pista, baixo rolamento, pouca deriva – até mais na pista de karting ou no circuito criado para testar a segurança ativa – onde a exigência de um bom comportamento e um software eficiente foram evidentes, sendo possível mesmo em viaturas deste porte e com estes CV ter previsibilidade, segurança e alguma diversão ao volante.


















