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Suzuki revela o futuro: a estratégia para a próxima década vai na direção contrária de grande parte da indústria

Automonitor

Marca japonesa revelou o plano estratégico da sua direção técnica para a próxima década, mantendo como princípio uma filosofia que resume em cinco ideias: “Menor, Menos, Mais Leve, Mais Curto, Beleza”

A Suzuki já decidiu como quer atravessar a próxima década e, numa indústria em que os automóveis estão cada vez maiores, mais pesados e mais caros, escolheu um caminho diferente: reduzir peso, utilizar baterias dimensionadas para as necessidades reais e manter diferentes tecnologias de propulsão consoante o mercado.
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Segundo o ‘L’Automobile Magazine’, a marca japonesa revelou o plano estratégico da sua direção técnica para a próxima década, mantendo como princípio uma filosofia que resume em cinco ideias: “Menor, Menos, Mais Leve, Mais Curto, Beleza”.
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O objetivo é particularmente ambicioso. Enquanto o peso médio dos automóveis aumentou cerca de 10% e os preços subiram 50% nos últimos cinco anos a nível global, a Suzuki pretende retirar até 100 ou mesmo 120 kg às futuras gerações dos seus modelos até 2030.
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E está disposta a procurar esses quilos praticamente em todo o lado.
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Até os parafusos vão entrar na dieta
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A redução de peso terá também de compensar os quilos acrescentados pelas crescentes exigências de segurança, sem comprometer a proteção dos ocupantes.
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Para conseguir fazê-lo, a Suzuki pretende otimizar a forma como a dianteira dos automóveis se deforma em caso de impacto, reposicionar motores e aumentar a utilização de aços de ultra-alta resistência, em vez de simplesmente acrescentar reforços estruturais.
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Mas a procura por peso desnecessário chega a componentes muito mais pequenos.
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Um dos exemplos apresentados pela marca está nos parafusos M8. Reduzir a dimensão da cabeça de cada parafuso permitiria poupar apenas um grama. Parece insignificante, mas um Suzuki pode utilizar mais de 2.000 destes parafusos, o que permitiria retirar cerca de dois quilos ao automóvel apenas desta forma.
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É uma filosofia que ajuda a explicar por que razão a Suzuki continua a ter modelos particularmente leves na gama. O Swift, por exemplo, permanece entre os automóveis com motor de combustão mais leves disponíveis na Europa, com versões abaixo de uma tonelada.
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Motores de combustão não vão desaparecer
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O futuro da Suzuki também não passa por abandonar universalmente o motor de combustão.
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A estratégia assenta numa abordagem de “múltiplos caminhos”, escolhendo a tecnologia em função das infraestruturas e necessidades de cada região. Em mercados como a Índia, por exemplo, combustíveis como o biogás e o gás natural comprimido continuarão a desempenhar um papel importante.
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A fabricante está também a desenvolver um novo motor turbo de injeção direta, denominado DITC, e estabeleceu como objetivo atingir uma eficiência térmica máxima de 50%.
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Para lá chegar, pretende reduzir de forma significativa as perdas mecânicas, de bombeamento e de arrefecimento.
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A estratégia muda, porém, quando se chega à Europa.
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Na Europa, o futuro será híbrido e elétrico
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As exigências ambientais e regulamentares europeias levam a Suzuki a concentrar a sua oferta no continente em modelos híbridos e 100% elétricos.
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A marca quer, no entanto, evitar que a eletrificação resulte automaticamente em automóveis muito mais pesados e caros. Para isso, está a desenvolver uma estratégia que designa “Lean-Battery”.
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Em vez de instalar baterias de grande capacidade apenas para maximizar a autonomia anunciada, a Suzuki pretende dimensioná-las de acordo com aquilo que considera serem as necessidades reais da utilização quotidiana.
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O pequeno e-Sky, recentemente apresentado, segue esta filosofia e poderá ter um papel importante na estratégia europeia da marca. Segundo o ‘L’Automobile Magazine’, já foram observados protótipos com volante à esquerda, alimentando a possibilidade de uma futura comercialização na Europa.
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Um sistema elétrico para vários tipos de automóvel
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A redução de peso estende-se igualmente aos componentes da propulsão elétrica.
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Para os modelos mais pequenos e elétricos urbanos, a Suzuki desenvolveu uma unidade compacta “3 em 1”, que reúne motor, inversor e transmissão.
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A evolução seguinte será uma unidade “6 em 1”, com dimensões semelhantes, destinada aos futuros modelos do segmento A.
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Nos segmentos B, C e D, a Suzuki pretende utilizar uma arquitetura elétrica comum capaz de oferecer potências entre 70 e 130 kW, equivalentes a aproximadamente 95 e 176 cv. Apesar do aumento de potência possível, o conjunto deverá crescer apenas cerca de 10% em volume.
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Híbridos plug-in também estão nos planos
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A eletrificação não ficará limitada aos modelos totalmente elétricos.
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A Suzuki pretende continuar a utilizar sistemas de 48 volts nos seus automóveis urbanos e prepara também um novo sistema híbrido em série.
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Esta arquitetura poderá ser utilizada numa versão híbrida plug-in com uma bateria compacta, funcionando o motor de combustão como extensor de autonomia.
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Até a instalação elétrica será alvo da procura por gramas: a fabricante pretende reduzir em 15% o peso dos chicotes elétricos utilizados nos seus automóveis.
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No fundo, a estratégia da Suzuki para a próxima década procura aplicar à eletrificação a mesma receita que há muito distingue vários dos seus modelos: automóveis pequenos e leves, com menos matéria-prima e tecnologia adaptada à utilização real, em vez de uma solução única para todos os mercados.