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Parece uma moto tradicional. Até chegar ao primeiro semáforo

Automonitor

Fabricante chinesa acaba de anunciar a chegada da Rock 707 ao mercado europeu, onde começa a ser disponibilizada a partir de meados de setembro. Segundo a Benda, o objetivo foi precisamente juntar a aparência tradicional de uma cruiser a tecnologias normalmente pouco associadas a este segmento

À primeira vista, é uma cruiser como tantas outras: baixa, comprida, com um grande motor V2 ao centro e uma estética que parece procurar inspiração nas clássicas motos dos EUA. Mas a nova Benda Rock 707 esconde dois truques pouco habituais neste tipo de moto.

Quando chega a um semáforo, baixa-se automaticamente. E para arrancar ou trocar de mudança, o condutor pode deixar a manete da embraiagem praticamente em paz.

A fabricante chinesa acaba de anunciar a chegada da Rock 707 ao mercado europeu, onde começa a ser disponibilizada a partir de meados de setembro. Segundo a Benda, o objetivo foi precisamente juntar a aparência tradicional de uma cruiser a tecnologias normalmente pouco associadas a este segmento.

Baixa 30 milímetros quando é preciso pôr os pés no chão

A grande curiosidade está na suspensão traseira pneumática adaptativa de dupla câmara.

O sistema é controlado eletronicamente e adapta-se à carga transportada e às condições da estrada. Mas é quando a moto para que surge o efeito mais interessante: a suspensão consegue baixar a altura do assento, facilitando ao condutor chegar ao chão.

A altura varia entre 690 e 720 milímetros. São apenas três centímetros, mas numa moto com mais de 220 kg podem fazer uma diferença considerável numa paragem, numa manobra a baixa velocidade ou quando o piso está inclinado. Quando volta a arrancar, a suspensão recupera a altura de circulação.

E a embraiagem?

A segunda particularidade chama-se Benda Electronic Clutch.

Trata-se de uma embraiagem controlada eletronicamente que pode assumir a operação quando a moto arranca, troca de relação ou volta a parar. Na prática, permite manter uma caixa convencional de seis velocidades, mas reduz a necessidade de utilizar constantemente a manete da embraiagem.

O princípio aproxima-se da tendência que outras fabricantes, como a Honda, têm vindo a explorar para simplificar a condução sem transformar necessariamente a moto numa automática.

Debaixo do depósito está um V2 de 692 cc desenvolvido pela Benda, com 73,4 cv e 68 Nm de binário. A transmissão final é feita por correia e a velocidade máxima anunciada chega aos 180 km/h.

Há ainda controlo de tração, ABS, cruise control e um pequeno painel TFT de 3,6 polegadas. A versão europeia anunciada pela marca pesa 226 kg em ordem de marcha e leva 16 litros de combustível.

Chega à Europa, mas e Portugal?

A Benda Motor Europe confirmou que a Rock 707 começa a chegar aos concessionários europeus a partir de meados de setembro e que estará também na EICMA, em Milão, no início de novembro.

Na Alemanha, por exemplo, a marca anuncia um preço recomendado de 9.999 euros, antes de despesas adicionais, enquanto em França surge por 9.990 euros. Os valores variam consoante o mercado.

Para já, não existe uma confirmação equivalente para Portugal.

Mas talvez o mais interessante da Rock 707 nem seja o preço. É perceber como uma categoria tradicionalmente conservadora está a mudar: por fora continua a parecer uma cruiser clássica; por baixo, a eletrónica já está a tratar de tarefas que durante décadas dependeram exclusivamente das mãos — e das pernas — de quem ia ao guiador.