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Será esta a orquestra mais cara do mundo? Não tem violinos… mas tem dois Pagani Zonda

Automonitor

Os dois carros entraram mesmo na Ópera Estatal Húngara, em Budapeste, e pertencem ao mesmo proprietário: um colecionador conhecido como “Binezis”, residente na Polónia e dono de uma das maiores coleções de Pagani do mundo

À primeira vista, parece mais uma daquelas imagens criadas por inteligência artificial que circulam pelas redes sociais: dois Pagani Zonda estacionados no interior de uma das mais imponentes salas de ópera da Europa.

Mas não há IA, montagem ou renderização envolvida.

Os dois carros entraram mesmo na Ópera Estatal Húngara, em Budapeste, e pertencem ao mesmo proprietário: um colecionador conhecido como “Binezis”, residente na Polónia e dono de uma das maiores coleções de Pagani do mundo, segundo o ‘Top Gear’.

E não escolheu dois Zonda ao acaso.

O exemplar em fibra de carbono é um Zonda 760 RS e tem a particularidade de ser o primeiro automóvel da exclusiva série 760. Ao seu lado está um Zonda 760 Roadster prateado, precisamente no extremo oposto da história: foi o último da série.

Dois carros que funcionam quase como os parênteses de abertura e fecho de um dos capítulos mais exclusivos da história da Pagani.

24 cilindros dentro de uma ópera

Há também uma coincidência particularmente apropriada no local escolhido.

Cada um utiliza um V12 atmosférico AMG de 7,3 litros com 760 cv. Juntos, são 24 cilindros instalados num edifício concebido precisamente para ouvir música.

Naturalmente, não foi para assistir a uma ópera.

A ideia por detrás da sessão fotográfica foi muito mais simples: os Pagani são frequentemente tratados pelos seus proprietários como peças de arte, por isso alguém decidiu colocar dois dos exemplares mais especiais num espaço onde a arte é habitualmente a protagonista.

O resultado são imagens pouco habituais mesmo num mundo em que supercarros e hipercarros aparecem regularmente em cenários extravagantes.

E o proprietário tinha bastante por onde escolher.

Segundo o ‘Top Gear’, a coleção de “Binezis” inclui modelos como Pagani Unica, Codalunga, HP Barchetta, Zonda R, Zonda Cinque, Imola, Huayra R e Huayra Epitome, além dos dois 760 fotografados em Budapeste.

Um Zonda já ultrapassou os 11 milhões de dólares

Não existe uma avaliação pública dos dois carros apresentados na Ópera Estatal Húngara, e exemplares tão específicos raramente são transacionados publicamente.

Mas há uma referência que ajuda a perceber a dimensão do mercado.

Em dezembro de 2024, um Zonda 760 LM Roadster foi vendido num leilão da RM Sotheby’s, no Dubai, por 11,086 milhões de dólares — cerca de 9,3 milhões de euros — estabelecendo então um recorde para a marca.

A raridade ajuda a explicar estes valores. A Pagani produziu apenas 140 Zonda ao longo de toda a história do modelo, com numerosas versões construídas individualmente para clientes. A produção terminou oficialmente com o Zonda Arrivederci, apresentado em 2024.

Os dois automóveis que agora chegaram à ópera pertencem precisamente a esse universo em que é difícil encontrar dois Zonda verdadeiramente iguais.

Desta vez, porém, ninguém precisou de ligar os V12 para dar espetáculo.

Bastou abrir as portas da ópera.