<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Gasóleo volta a subir e gasolina dá finalmente uma folga: quantas vezes aumentaram os combustíveis este ano?

Francisco Laranjeira

Gasóleo deverá subir até 4 cêntimos por litro na próxima semana, enquanto a gasolina 95 deverá descer até 5 cêntimos. Mas 2026 continua a ser um ano de aumentos quase constantes: em 35 semanas, ambos os combustíveis subiram em cerca de dois terços das atualizações

Os combustíveis voltam a mudar de preço na próxima segunda-feira e há, pela primeira vez em várias semanas, uma notícia agridoce para quem vai abastecer.

Segundo dados apurados pela ‘Executive Digest’, é expectável um aumento de até 4 cêntimos por litro no gasóleo e uma descida de até 5 cêntimos por litro na gasolina 95 nos postos das principais marcas. Nos postos de marca branca, a tendência é semelhante: o gasóleo deverá subir 3,43 cêntimos e a gasolina deverá descer 3,82 cêntimos por litro.

A atualização acontece poucos dias depois da forte escalada dos preços que levou milhares de portugueses a antecipar abastecimentos, numa das maiores corridas às bombas dos últimos anos. Mas, olhando para o ano inteiro, a conclusão é ainda mais expressiva: em 35 semanas de alterações de preços, tanto o gasóleo como a gasolina subiram em cerca de sete em cada dez semanas.

A análise da ‘Automonitor’ aos dados semanais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), entre janeiro e o início de setembro de 2026, mostra uma tendência praticamente contínua de subida.

Gasóleo volta a subir e gasolina dá finalmente uma folga: quantas vezes aumentaram os combustíveis este ano?

Ou seja, quem abasteceu regularmente ao longo do ano encontrou preços mais altos na esmagadora maioria das semanas.

Houve uma sequência de sete semanas seguidas a subir

O comportamento do gasóleo foi particularmente agressivo durante vários períodos do ano.

A série histórica da DGEG mostra uma sequência de sete aumentos consecutivos entre 16 de fevereiro e 6 de abril, o período mais prolongado de subidas em 2026.

Mais tarde, entre 29 de junho e 3 de agosto, registaram-se cinco semanas consecutivas de novos aumentos.

A forte subida desta semana interrompeu uma breve estabilização, mas a previsão para a próxima segunda-feira volta a colocar o gasóleo em trajetória ascendente.

Encher um depósito custa hoje mais 34 euros do que em janeiro

Os números ajudam a perceber a dimensão da escalada.

No início do ano, a 5 de janeiro, o preço médio do gasóleo simples situava-se em 1,534 euros por litro.

Já na semana de 7 de setembro, depois da atualização extraordinária provocada pela crise no Médio Oriente, o preço médio chegou aos 2,104 euros por litro.

Gasóleo volta a subir e gasolina dá finalmente uma folga: quantas vezes aumentaram os combustíveis este ano?

Na prática, significa que encher um depósito de 60 litros custa mais 34,20 euros do que custava no arranque de 2026.

A gasolina dá finalmente uma folga — mas continua acima dos dois euros

Depois da subida histórica da semana passada, a gasolina deverá recuar até cinco cêntimos por litro.

Ainda assim, o alívio será apenas parcial.

Os preços médios continuam confortavelmente acima da fasquia dos 2 euros por litro, depois de uma semana em que o Preço Eficiente da ERSE saltou para 2,115 €/l na gasolina e 2,188 €/l no gasóleo, refletindo uma subida de 12% nas cotações internacionais dos combustíveis refinados.

A previsão agora conhecida resulta da evolução mais recente dessas cotações internacionais e das políticas comerciais praticadas pelos operadores.

A subida da semana passada levou milhares de portugueses às bombas

A antecipação dos aumentos teve um efeito imediato no consumo.

A Plenergy revelou à ‘Automonitor’ que os seus 20 postos de abastecimento registaram um aumento de cerca de 65% no volume de vendas durante o fim de semana, em comparação com o fim de semana anterior.

Segundo a empresa, os consumidores espalharam os abastecimentos ao longo dos dois dias, numa clara tentativa de evitar os preços que entraram em vigor na passada segunda-feira.

Os dados mostram também que cada abastecimento foi, em média, 10% a 15% superior ao habitual registado este ano, sinal de que muitos automobilistas optaram por encher completamente o depósito antes da atualização dos preços.

Apesar da afluência muito acima da média, a Plenergy garante que não houve ruturas de stock relevantes nem constrangimentos na operação, graças ao reforço da logística e do abastecimento da rede.

Depois da corrida às bombas, chega uma nova semana de preços diferentes

A próxima atualização é bem menos violenta do que a da semana passada, mas mantém uma tendência que já marca 2026.

O gasóleo prepara-se para somar mais uma semana de subida, enquanto a gasolina deverá interromper temporariamente a escalada com uma descida até cinco cêntimos por litro.

Ainda assim, olhando para os primeiros oito meses do ano, os números deixam poucas dúvidas: os combustíveis aumentaram cerca de sete em cada dez semanas, tornando 2026 num dos anos mais voláteis para quem depende diariamente do automóvel.