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Cinco minutos podem fazer a diferença: o que deve verificar na cadeira do seu filho depois do verão

Automonitor

Depois de dois ou três meses de verão, alguns centímetros de crescimento podem ser suficientes para obrigar a reajustar o encosto de cabeça, o arnês ou o próprio sistema de retenção infantil. E com setembro chega uma boa oportunidade para fazer uma verificação que demora apenas alguns minutos

Pode ter acontecido sem dar por isso. A cadeira continuou no mesmo lugar, o Isofix está preso e aparentemente nada mudou dentro do carro. Mas quem mudou foi a criança.

Depois de dois ou três meses de verão, alguns centímetros de crescimento podem ser suficientes para obrigar a reajustar o encosto de cabeça, o arnês ou o próprio sistema de retenção infantil. E com setembro chega uma boa oportunidade para fazer uma verificação que demora apenas alguns minutos.

A Norauto reuniu cinco pontos que os pais devem verificar nas cadeiras das crianças, segundo informação divulgada pelos espanhóis do ‘ABC’, começando precisamente pelo chamado “efeito estirão”.

“Os trajetos curtos de casa para a escola são aqueles em que se cometem mais descuidos. A pressa para chegar a horas e a rotina são alguns dos motivos”, explica María José Hontanilla, responsável de mercado de Conforto Bebé da Norauto.

E há uma razão para não desvalorizar os pequenos trajetos: uma cadeira infantil só oferece a proteção para a qual foi concebida quando está corretamente instalada e ajustada à criança.

A Direção-Geral de Trânsito (DGT) espanhola lembra que o mau uso destes sistemas continua a ser frequente. Numa campanha recente, apenas 46% das crianças observadas viajavam corretamente nos respetivos sistemas de retenção infantil.

1. O seu filho cresceu? Volte a regular a cadeira

É provavelmente a verificação mais fácil de esquecer.

As crianças crescem rapidamente e as férias de verão podem fazer com que uma cadeira corretamente regulada há poucos meses já não esteja ajustada à altura atual.

É necessário verificar a posição do encosto de cabeça e a altura dos arneses ou do cinto, além de confirmar que a criança continua dentro dos limites de altura estabelecidos pelo fabricante para aquele sistema.

Nas cadeiras instaladas no sentido da marcha, a Norauto recomenda verificar se o arnês sai à altura dos ombros ou ligeiramente acima, nunca abaixo.

A DGT confirma que encosto de cabeça, arnês e proteções laterais devem ser adaptados ao tamanho da criança e revistos regularmente precisamente porque os mais pequenos crescem depressa.

2. Procure o verde no Isofix

O verão também é altura de viagens, mudanças de carro ou fins de semana com os avós. E uma cadeira que foi retirada e novamente instalada pode não ter ficado exatamente como estava.

Se utilizar Isofix, verifique os indicadores dos conectores e confirme que mostram a instalação correta.

Caso o sistema tenha Top Tether ou perna de apoio, é igualmente necessário confirmar que estão corretamente posicionados e tensionados de acordo com as indicações do fabricante.

O Isofix reduz a possibilidade de erros de montagem, mas não dispensa a verificação da instalação. A DGT recomenda que a cadeira fique firmemente fixada ao automóvel e que sejam sempre respeitadas as instruções específicas de cada modelo.

3. Faça o “teste da pinça”

Este é talvez o truque mais simples dos cinco.

Depois de colocar e apertar o arnês, tente agarrar a fita entre os dedos, fazendo uma espécie de pinça.

Se conseguir beliscar a fita e criar uma dobra, o arnês está demasiado folgado.

Não é apenas uma recomendação da Norauto. A DGT espanhola utiliza precisamente este teste como referência: se as fitas do arnês ou do cinto puderem ser beliscadas, não estão suficientemente ajustadas.

E atenção à roupa.

Com a chegada dos primeiros dias mais frios, casacos grossos e várias camadas de roupa podem criar espaço adicional entre o corpo e o sistema de retenção. A recomendação é retirar peças volumosas antes de apertar o arnês.

A DGT alerta que essa folga aumenta o movimento da cabeça e do corpo durante uma colisão e pode, em determinadas configurações, aumentar o risco de a criança deslizar por baixo do cinto.

4. Limpar, sim. Mas cuidado com os produtos

Areia, restos de comida, protetor solar e toda a pequena arqueologia que uma criança consegue acumular numa cadeira ao longo das férias também merece atenção.

A Norauto recomenda retirar as capas, sempre de acordo com as instruções do fabricante, e lavá-las com sabão neutro.

O cuidado maior deve estar nos componentes de segurança.

Produtos químicos agressivos não devem ser aplicados nos arneses ou mecanismos das fivelas, uma vez que podem afetar os materiais. Antes de desmontar ou lavar qualquer componente, a indicação do fabricante da cadeira deve prevalecer.

5. E quantos anos tem a cadeira?

Esta é outra pergunta que nem sempre se faz.

O calor acumulado dentro de um automóvel, a utilização continuada e o próprio envelhecimento podem degradar plásticos e materiais destinados a absorver energia num impacto.

Isso não significa que exista uma data de validade universal de cinco ou sete anos para todas as cadeiras.

A própria DGT esclarece que alguns fabricantes estabelecem um período máximo recomendado de utilização e que os sistemas podem perder eficácia com o tempo devido ao uso, às temperaturas no habitáculo e à degradação dos materiais. Por isso, é essencial consultar as indicações específicas do fabricante.

A atenção deve ser redobrada quando a cadeira passa de um irmão para outro ou quando não se conhece totalmente o seu historial.

E existe uma situação em que a recomendação é bastante mais clara: depois de um acidente, a cadeira deve ser substituída, porque pode ter sofrido danos ou microfissuras que não são visíveis.

Antes da próxima viagem, cinco minutos chegam para verificar

O mais curioso é que nenhuma destas verificações exige conhecimentos de mecânica.

Confirmar se a criança ainda está dentro da altura prevista para a cadeira, ajustar o encosto e o arnês, verificar o Isofix, fazer o teste da pinça e olhar para o estado geral do sistema demora poucos minutos.

E há um último conselho que vale durante todo o ano: não tenha pressa em passar para uma cadeira maior. A DGT recomenda manter o sistema adequado à altura da criança e, sempre que o equipamento o permita, viajar no sentido contrário ao da marcha durante o máximo de tempo possível — obrigatório até aos 15 meses e aconselhável, quando possível, até cerca dos quatro anos.

O carro pode ter regressado das férias exatamente como partiu.

A criança provavelmente não.