Olá, sejam bem-vindos ao ‘Divebomb ao Grande Prémio’. Neste novo espaço no Automonitor vamos mergulhar nos Grandes Prémios de Fórmula 1, mas num tom bastante informal, como rapidamente vão perceber. Sabemos que a temporada vai a meio e podem ficar a par do que já se passou em 3peoes.com. Ao bom estilo dos divebomb – o mergulho de um piloto numa curva de forma a ultrapassar o adversário de forma surpreendente – , esperemos que gostem e que se juntem a nós semanalmente. Vamos dar-vos conteúdos todas as semanas durante a época desportiva da categoria rainha do automobilismo e quando eles forem de férias, nós também vamos. Justo?
Vamos então esmiuçar o Grande Prémio de Itália, em Monza (templo da velocidade), no qual tivemos uma demonstração de estofo de campeão por parte de Kimi Antonelli. Aos 20 anos, o piloto da Mercedes somou a sétima vitória na Fórmula 1, numa corrida em que partiu do 19.º lugar (sim, está a ler bem…) e ainda realizou um total de 25 ultrapassagens. Um triunfo que o deixa bastante confortável na liderança do Mundial de Pilotos e que trouxe alguma alegria aos tifosi italianos, já que a equipa da casa voltou a desiludir (já lá vamos!!!).
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O fim de semana estava destinado a feitos únicos e logo na Qualificação (sábado) houve muitos queixos caídos. Uma volta sensacional do piloto mais português da grelha (já sabe quem é?) garantiu a primeira pole position da carreira a Pierre Gasly (namora com a lusa Kika Cerqueira Gomes). Infelizmente, o francês da Alpine não conseguiu manter-se pelos lugares cimeiros, mas terminou num honroso sétimo posto que permitiu somar pontos importantes na luta mais interessante do ano no Mundial de Construtores. Isto, depois de ter ficado a saber que perdeu o pódio no GP Mónaco para Isack Hadjar, com a Red Bull e a McLaren a ganharem o recurso nos tribunais desportivos.
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No segundo lugar (primeira fila) da grelha de partida ficou George Russell e toda a gente imaginava que o britânico ia partir para uma vitória tranquila, apertando assim com o companheiro de equipa na classificação, pois ocupa o segundo posto. A marca da estrela optou por trocar a unidade motriz do monolugar de Kimi nesta prova, daí o arranque em 19.º. No entanto, o italiano deu uma demonstração de pilotagem, inclusive no embate entre Mercedes, como pode ver no vídeo abaixo… Ainda falta muito para terminar a época, mas este Kimi Antonelli tem estofo de campeão.
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Ferrari é má para a tensão dos tifosi
A correr em casa e com uma catrefada de atualizações, inclusive no motor, das quais se dizia (antes do facto) que iriam colocar a Ferrari no patamar da Mercedes, afinal, em Monza, a montanha pariu um rato. A Qualificação não foi a melhor e apenas colocaram os dois carros na Q3, graças a um milésimo de segundo (incrível). Porém, Oscar Piastri foi penalizado (impedimento a Liam Lawson) e os dois homens do Cavalino Rampante passaram para a segunda fila da grelha (3.º e 4.º), algo que deixava os adeptos com esperança. No entanto, as palpitações cardíacas começaram logo nas primeiras curvas com Leclerc e Hamilton a envolverem-se num incidente que comprometeu a corrida do britânico que, assim, terminou na 6.ª posição.
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O monegasco até segurou bem o terceiro posto, porém deitou tudo a perder numa saída de pista assustadora, logo na segunda volta, e muito semelhante à que tinha acontecido em 2020 (até parecia déjà vu)… Um acidente que obrigou a direção de corrida a exibir a bandeira vermelha. O Grande Prémio esteve parado cerca de meia hora e houve espaço para trocar de pneus e apurar estratégias, o que também beneficiou muito a vitória de Antonelli. Mas, o piloto italiano da Mercedes (tal como Max Verstappen) ainda parou mais uma vez em Virtual Safety Car, quando o Aston Martin de Lance Stroll ficou parado na berma. Perante isto, a Ferrari achou que o melhor era deixar o seu único piloto em prova a rodar com o mesmo conjunto de pneus médios até ao fim… A tensão dos tifosi deve ter ido aos píncaros por esta altura.
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Alpine vs Racing Bulls continua a animar a malta
Antes de irmos ao confronto que vai deixar toda a gente a olhar para a coluna de classificação em todos os Grandes Prémios, até ao final da temporada, vamos ao top-10 que teve Max Verstappen no pódio (3.º posto). Os dois McLaren ficaram logo a seguir, com Norris em 4.º e Piastri em 5.º, depois de Hamilton ficaram os pilotos das equipas envolvidas numa batalha épica.
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Em posições intercaladas, Gasly em sétimo, Lindblad (que época do ‘rookie’) em oitavo, Colapinto em nono e Yuki Tsunoda (no lugar de Lawson que está na Red Bull a substituir o lesionado Hadjar) em décimo, a Alpine acabou por somar mais pontos e está agora a 13 pontos da Racing Bulls. Isto promete tanto… Ainda nota para nova desilusão da Aston Martin com os dois pilotos a abandonarem por problemas mecânicos e uma palmada nas costas da Audi que ficou à porta dos pontos – Bortoleto 11.º e Hulkenberg 12.º -, em mais uma demonstração de consistência.
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Numa altura em que ainda não se sabe se 2026 vai ter mais dez corridas, ou apenas oito ou sete, o Mundial de Pilotos está bem encaminhado para Kimi Antonelli. A luta pelo segundo lugar pode ficar interessante entre Russell, Hamilton e Norris. Um pouco mais abaixo na tabela estão novamente os pilotos da Alpine e da Racing Bulls a protagonizar uma boa batalha. Gasly com Lawson pelo nono lugar e Lindblad com Colapinto pelo 11.º posto.
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