A Luís Simões e a Sidul estão a apostar na digitalização do transporte de mercadorias através de um sistema de e-CMR que permitiu substituir praticamente toda a documentação em papel associada à principal operação de transporte entre as duas empresas. A solução foi agora selecionada para um projeto-piloto promovido pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).
De acordo com a Luís Simões, o sistema está implementado desde o início de 2024 e é utilizado sobretudo no transporte entre a fábrica da Sidul, na Póvoa de Santa Iria, e os armazéns do operador logístico.
A Luís Simões presta à Sidul serviços integrados de armazenagem e distribuição, que incluem operações FTL, de carga total, LTL, de carga fracionada, em toda a Península Ibérica, além do transporte de contentores.
Menos papel e maior rastreabilidade
A implementação do e-CMR — versão eletrónica da tradicional carta de porte utilizada no transporte rodoviário de mercadorias — insere-se na estratégia de digitalização de processos da Luís Simões.
Segundo a empresa, a substituição progressiva da documentação física por sistemas eletrónicos permite reduzir a utilização de papel e melhorar a rastreabilidade das operações.
Entre as vantagens apontadas estão ainda uma recuperação mais rápida da documentação e maior agilidade em processos administrativos relacionados com faturação, gestão de incidências e circulação de informação entre os diferentes intervenientes da cadeia logística.
A digitalização pretende igualmente preparar as operações para as novas exigências europeias relacionadas com a informação eletrónica no transporte de mercadorias.
IMT e GNR testaram sistema numa operação real
O projeto desenvolvido pela Luís Simões e pela Sidul foi selecionado para integrar um projeto-piloto do IMT relacionado com a iniciativa europeia eFTI — Electronic Freight Transport Information, ou Informação Eletrónica sobre o Transporte de Mercadorias.
O objetivo passa por permitir que as informações atualmente transportadas e apresentadas em documentação física possam ser disponibilizadas eletronicamente às autoridades responsáveis pela fiscalização.
Segundo a Luís Simões, durante o mês de julho foi realizado um teste em condições reais, envolvendo o IMT, a Guarda Nacional Republicana (GNR), a empresa e as respetivas equipas técnicas.
A operação consistiu no transporte de mercadorias entre as instalações da Sidul e a plataforma logística Azambuja 3 da Luís Simões.
Durante o percurso foi simulada uma fiscalização rodoviária para testar a utilização da informação eletrónica de transporte, verificar de que forma as autoridades conseguem consultar e validar a documentação e avaliar se o sistema responde às necessidades operacionais da GNR e do IMT.
Resultados vão contribuir para futuro Portal Nacional eFTI
Os resultados deste projeto-piloto deverão agora servir de base ao desenvolvimento do futuro Portal Nacional eFTI em Portugal, segundo adianta a Luís Simões.
A implementação deste modelo deverá permitir uma troca progressivamente eletrónica da informação relacionada com o transporte de mercadorias, reduzindo a carga documental e procurando tornar mais rápidos os procedimentos administrativos e a circulação de mercadorias.
“A colaboração entre a Luís Simões e a Sidul no âmbito do e-CMR demonstra o compromisso de ambas as empresas com um modelo logístico mais sustentável, seguro e integrado. Ampliar esta experiência ao projeto eFTI representa mais um passo num percurso conjunto orientado para impulsionar a transformação digital do setor”, afirma Bruno Vilar, diretor de Inovação e Projetos de Transporte da Luís Simões.






