O mercado automóvel português voltou a crescer em junho. Segundo dados da ACAP — Associação Automóvel de Portugal, foram matriculados 30.317 veículos automóveis no sexto mês de 2026, mais 15% do que no mesmo mês do ano passado.
No acumulado do primeiro semestre, foram colocados em circulação 157.943 novos veículos em Portugal, o que representa um aumento de 10,4% face ao mesmo período de 2025. O crescimento abrangeu as principais categorias do mercado, dos ligeiros de passageiros aos comerciais ligeiros e veículos pesados.
Nos automóveis ligeiros de passageiros, foram matriculadas 26.349 unidades em junho, mais 13,7% do que no mês homólogo. Entre janeiro e junho, este segmento totalizou 137.080 matrículas, uma subida de 10,5% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.
O Peugeot 2008 foi o modelo mais vendido em Portugal no primeiro semestre de 2026, com 4.824 unidades matriculadas e uma quota de 3,52% entre os ligeiros de passageiros. O modelo manteve a liderança face a 2025, ano em que tinha registado 4.772 unidades no mesmo período.
Na segunda posição surge o Peugeot 208, com 3.781 unidades matriculadas entre janeiro e junho, equivalente a 2,76% do mercado. O terceiro lugar pertence ao Tesla Model 3, que totalizou 3.715 unidades e reforçou o peso dos modelos elétricos entre os automóveis mais procurados pelos portugueses.
O top 5 do primeiro semestre fica completo com o Citroën C3, que registou 3.652 unidades, e o Dacia Sandero, com 3.158 matrículas. Seguem-se o Dacia Duster, com 2.814 unidades, o Seat Ibiza, com 2.612, o Tesla Model Y, com 2.544, o Toyota Yaris Cross, com 2.457, e o Opel Corsa, com 2.417.
Os dados mostram também a força crescente dos modelos eletrificados. No primeiro semestre de 2026, 74,2% dos ligeiros de passageiros novos matriculados em Portugal eram movidos a energias alternativas, incluindo elétricos, híbridos e híbridos plug-in.
Entre janeiro e junho, os veículos 100% elétricos representaram 25,3% das matrículas de ligeiros de passageiros novos. Em junho, esse peso subiu para 28,7%, aproximando-se de quase três em cada dez automóveis novos vendidos no país.
No conjunto do semestre, os híbridos convencionais representaram 28,4% do mercado de ligeiros de passageiros, os híbridos plug-in chegaram aos 14,3% e os elétricos a bateria atingiram 25,3%. Já os veículos a gasolina ficaram nos 22,1% e os diesel nos 3,7%, confirmando a perda de peso das motorizações tradicionais.
O crescimento não se limitou aos automóveis de passageiros. O mercado de veículos ligeiros de mercadorias registou 3.341 matrículas em junho, mais 22,5% do que no mesmo mês de 2025. No acumulado do semestre, foram matriculadas 16.669 unidades, uma subida de 5,8%.
Também os veículos pesados tiveram um desempenho positivo. Em junho, foram comercializados 627 veículos pesados de passageiros e mercadorias, mais 40,9% face ao mês homólogo. Entre janeiro e junho, esta categoria atingiu 4.194 unidades, o que corresponde a um crescimento de 30,0%.
No conjunto dos ligeiros, que inclui ligeiros de passageiros e ligeiros de mercadorias, foram registadas 29.690 matrículas em junho, mais 14,6% do que um ano antes. No primeiro semestre, o total chegou às 153.749 unidades, uma subida de 10,0%.
A evolução do mercado confirma uma recuperação sólida da procura automóvel em Portugal, ao mesmo tempo que evidencia uma mudança acelerada nas preferências dos consumidores. Os SUV compactos continuam a dominar os lugares cimeiros, mas a presença do Tesla Model 3 e do Tesla Model Y entre os dez modelos mais vendidos mostra que os elétricos já deixaram de ser uma escolha de nicho.






