A Volkswagen Autoeuropa está a reforçar a sua estratégia de descarbonização logística com a introdução de uma nova rota de gigaliner e o aumento do transporte ferroviário para o Porto de Setúbal. A fábrica de Palmela pretende reduzir o peso do transporte rodoviário, melhorar a eficiência operacional e cortar emissões de CO₂ nas operações associadas à sua cadeia logística.
O novo gigaliner, operado pela Torrestir, está em circulação desde abril de 2026 numa rota dedicada ao fornecedor Purem, localizado em Tondela, responsável pelo fornecimento de sistemas de escape para a fábrica. A solução surge depois da implementação inicial deste conceito em 2019 e permite reduzir cerca de 30% do tráfego semanal de camiões nesta rota.
Segundo a empresa, a utilização deste veículo deverá evitar aproximadamente 64 toneladas de CO₂ por ano, o equivalente a uma redução de 16% das emissões associadas a esta operação de transporte. Além do impacto ambiental, o projeto deverá gerar uma poupança logística estimada em cerca de 3% face às condições atuais.
Gigaliners aumentam eficiência no transporte rodoviário
A nova operação destaca-se também pela elevada taxa de ocupação dos veículos. O reboque principal, com 13,6 metros, circula com uma ocupação média de 99%, usando 97,2 metros cúbicos dos 98 metros cúbicos disponíveis.
Já o segundo reboque apresenta uma ocupação média de 70%, correspondente a 38,88 metros cúbicos num total de 55,44 metros cúbicos disponíveis. Esta diferença é explicada pela tipologia das embalagens transportadas.
A aposta nos gigaliners permite transportar mais volume por viagem, reduzindo o número de camiões necessários e, consequentemente, o impacto ambiental da operação rodoviária.
Mais comboios para o Porto de Setúbal
Em paralelo, a Volkswagen Autoeuropa aumentou desde março o transporte ferroviário para o Porto de Setúbal, passando de dois para três comboios diários. Cada composição transporta 244 viaturas, elevando a capacidade total para 732 automóveis por dia.
Este reforço ferroviário deverá permitir uma redução de até 80% das emissões de CO₂ nesta componente logística, o equivalente a cerca de 532 toneladas de CO₂ por ano.
Com esta evolução, a empresa prevê que a ferrovia represente 55% do transporte total e cerca de 70% do volume destinado ao cais, consolidando o comboio como um dos eixos centrais da estratégia logística sustentável da fábrica de Palmela.
Descarbonização no centro da logística
A Volkswagen Autoeuropa enquadra estas medidas numa estratégia mais ampla de transporte multimodal, combinando soluções rodoviárias mais eficientes com o reforço da ferrovia.
Mais do que uma alteração operacional, a empresa apresenta esta transição como parte do compromisso de colocar a redução das emissões de CO₂ no centro das decisões logísticas, contribuindo para uma cadeia de abastecimento mais eficiente, sustentável e alinhada com os objetivos ambientais da marca.






