O Escritório Federal Alemão para Proteção Radiológica (BfS) e o Ministério Federal do Meio Ambiente (BMUV) realizaram “a investigação mais abrangente e detalhada sobre a presença de campos magnéticos em veículos elétricos já feita”, segundo representantes do BfS.
O estudo analisou 11 veículos totalmente elétricos, dois híbridos plug-in e um veículo com motor a combustão, todos fabricados entre 2019 e 2021 e em diferentes estágios de uso. Pela primeira vez, foram incluídos veículos de duas rodas: uma motocicleta elétrica, duas motocicletas leves e uma motocicleta convencional.
Para medir os campos eletromagnéticos, os investigadores utilizaram um manequim equipado com dez sondas, posicionado em dois assentos de cada veículo, de forma a mapear a radiação dos pés à cabeça. Os testes ocorreram em dinamómetro de rolos, pista de testes fechada e vias públicas, garantindo resultados realistas.
“Todos os veículos analisados apresentaram intensidades de campo abaixo dos valores máximos recomendados para a proteção da saúde”, explicou Inge Paulini, presidente do BfS. Em algumas situações, os limites legais foram atingidos, mas apenas por períodos muito curtos e em áreas específicas. “Com os dados científicos atuais, não se podem esperar efeitos significativos para a saúde”, acrescentou.
Mesmo veículos com motor a combustão geram campos eletromagnéticos. Os valores mais elevados foram observados nos pés e em frente aos assentos, enquanto tronco e cabeça registaram radiação significativamente mais baixa.
O estudo mostrou que a potência do motor não determina os “picos” de radiação. O fator decisivo é o estilo de condução: acelerações, travagens bruscas e partidas do veículo geram aumentos temporários, com duração inferior a 0,2 segundos. O pico mais alto foi registado durante a partida de um dos híbridos.
Durante a recarga, especialmente com corrente alternada, também se registaram picos mais elevados. Um estilo de condução mais desportivo intensifica temporariamente os campos, enquanto uma condução suave mantém os níveis mais baixos.
Segundo Paulini, o design dos veículos pode reduzir ainda mais a exposição: “Cabe aos fabricantes reduzir os valores de pico locais e manter os valores médios baixos por meio de um projeto inteligente. Colocar fontes de campo magnético a certa distância dos ocupantes produz campos mais fracos, independentemente das condições de condução.”





