O instituto com sede no Michigan, EUA, após a análise de vários dados, chegou à conclusão que se todos os automóveis na Alemanha estivessem equipados com o Autopilot da Tesla, o número de acidentes rodoviários baixaria dos 281.849 por ano para os 29.413.
A análise do CAR tem como pressuposto que de todos os automóveis que circulem nas estradas utilizem tecnologia de condução autónoma – o que ainda está bastante longe de acontecer.
“[Os resultados do estudo] mostram todo o potencial a longo prazo de uma tecnologia de segurança como a do Autopilot”, afirmou o professor Ferdinand Dudenhöffer, diretor do CAR, à publicação austríaca Trend.
O responsável indica também que os avanços tecnológicos na área da condução autónoma estão a ocorrer a um ritmo tão elevado que a regulamentação é incapaz de acompanhar: “Os procedimentos legislativos para garantir legalmente a condução autónoma estão a ocorrer ao ritmo de uma lesma”.
Recorde-se que o Autopilot da Tesla – com a totalidade das suas funções – se encontra disponível atualmente para um número limitado de proprietários de Tesla nos Estados Unidos, mas em breve começará a ser lançado no Canadá, de acordo com Musk.
Um dos problema com a introdução generalizada do recurso às tecnologias de condução autónoma tem a ver com a necessidade de as “treinar” e testar em países com diferentes códigos rodoviários.
Durante uma teleconferência da Tesla em outubro, Musk disse que esperava um amplo lançamento ainda este ano, embora isso possa ser limitado à América do Norte.
“Estamos a começar muito devagar e com muito cuidado [a lançar o Autopilot totalmente funcional] porque o mundo é um lugar muito complexo e confuso – sinais de trânsito, regras, idiomas diferentes, e isto sem mencionar a condução do lado esquerdo da via”, afirmou Elon Musk em outubro.





