Por Jorge Farromba
A Opel refere-se ao Mokka como “a encarnação da nova linguagem de design, pura e ousada, da Opel” e, creio que a frase está bem conseguida. Visualmente o modelo é atraente, com linhas minimalistas, de traço único, sem grandes formas que, ao mesmo tempo, lhe transmite robustez e uma certa desportividade.
Este novo visual arrojado com JLL de grandes dimensões, incorpora o que a marca denomina de Opel Vizor (com uma grelha negra entre os grupos óticos “rasgados” e as entradas de ar sedeadas no para-choque), enquanto no interior nos apresenta um cockipt totalmente digital denominado Pure Panel.
Como crossover aproveita as sinergias do grupo Stellantis com a partilha de muitos dos componentes e obviamente da plataforma, mas que encapsulado no desenho da Opel remete para um visual que, de certo modo, sai fora dos cânones da concorrência, até mesmo nas três tonalidades de cor da carroçaria (no caso, branco, preto e bordeaux).
No interior, o visual segue a mesma temática – diferente e ousado com um tablier bicolor (com alguns plásticos moles) direcionado para o condutor e totalmente digital, sendo que do lado do passageiro possui uma zona a imitar carbono.
Neste interior jovem, sobressai a ousadia de fazer diferente, utilizando as sinergias do grupo.
E em estrada?
Este motor 1.2T tricilíndrico Mokka 100CV com caixa automática de 8 velocidades não é, nem pode ser, um desportista.
Com vários modos de condução, o ECO é uma opção que privilegia sobretudo estrada plana e velocidades moderadas, sendo a opção mais racional o modo confort ou sport. A caixa bem escalonada com patilhas no volante tenta resolver as várias situações, sendo de realçar o enorme trabalho que o pessoal de IT tem nestes motores para parametrização das mesmas.
O conforto é bom assim como o comportamento do Mokka, mesmo em curvas com apoio. As parametrizações das suspensões deram primazia à eficácia. Os preços iniciam-se nos 21.000€ para a versão Business, sendo a que a versão GS Line de ensaio tem o valor de 24.100€.





