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BMW Série 7: luxo e um écra de cinema marcaram apresentação do mítico modelo do fabricante germânico

Automonitor

É um modelo de enorme importância para a BMW, tanto por imagem como por margem de lucros, mas também a nível industrial, uma vez que será o primeiro modelo a ser feito na mesma linha de montagem com todos os tipos de propulsão: gasolina, diesel, híbrido plug-in e elétrico

A BMW apresentou a sétima geração do Série 7 – que via contar com variantes a gasolina (seis e oito cilindros, apenas para os EUA e China), diesel (740d xDrive, sendo mild-hybrid), dois híbridos plug-in (750e xDrive e 760e xDrive) e um inédito Série 7 elétrico que se chamará i7.

O novo BMW i7 será o único a chegar aos concessionários da marca bávara ainda este ano (em novembro), com os restantes Série 7 previstos para a Europa — híbridos plug-in e diesel para sensivelmente dentro de um ano.

É um modelo de enorme importância para a BMW, tanto por imagem como por margem de lucros, mas também a nível industrial, uma vez que será o primeiro modelo a ser feito na mesma linha de montagem com todos os tipos de propulsão: gasolina, diesel, híbrido plug-in e elétrico. Será na fábrica de Dingolfing, Alemanha (a maior da BMW em território europeu), que será produzido, onde já são produzidos o iX, o Série 5.

Os designers referiram-se em “superfícies monolíticas” para definir a nova face do Série 7, reservado aos modelos de luxo do fabricante bávaro. Mas chama igualmente a atenção a fina moldura iluminada da enorme grelha frontal e os faróis bipartidos. No caso do elétrico BMW i7, a grelha é totalmente fechada para otimizar a aerodinâmica e porque as necessidades de refrigeração são inferiores. Tanto nos flancos como na traseira impõem-se as linhas horizontais, superfícies planas e os poucos vincos na carroçaria, ao mesmo tempo que prevalece a aposta em óticas esguias e horizontais também na traseira.

O mesmo mundo de exclusividade, luxo e tecnologia pode ser vivido no interior, aos quais é possível aceder através de portas de abertura (e fecho) automático, se for esse o desejo do comprador. Novidade é a barra de interação, uma faixa horizontal abaixo dos ecrãs, que preenche toda a largura do painel frontal, e que integra funções de iluminação, decorativas e outras operacionais, além de saídas de ventilação dissimuladas.

São até sete modos disponíveis de condução — Personal, Sport, Efficient, Expressive, Relax, Digital Art, Theatre —, que variam de acordo com a versão do Série 7, e alteram a resposta de chassis e motorização, estilo e conteúdo dos mostradores do ecrã curvo e head-up display (pela primeira vez) e iluminação ambiente.

Mas as sensações mais surpreendentes podem ser vividas na segunda fila de bancos, onde os passageiros podem usufruir dos bancos com mais reclinação e suporte para pernas para assistirem a sessões de cinema enquanto viajam. Isto quando o Série 7 está equipado com o sistema Theatre Screen, que junta um ecrã tátil de 31,8” (definição até 8K e projeção em formatos 16:9, 21:9 ou 32:9) e sistema de som da Bowers & Wilkins (com 18 altifalantes e 655 W), opcionalmente integrado nos confortáveis encostos de cabeça traseiros.

O ‘ecrã de cinema’ recolhe para junto do tejadilho quando não está em uso e pode ser aproximado ou afastado dos passageiros, para poder aceder às funções táteis ou para ter a distância ideal de visualização.

Comparativamente aos modelos i4 e iX, o inédito i7 já irá dispor de evoluções dos sistemas de carregamento e condicionamento de temperatura da bateria, além de software mais avançado no sistema de navegação que otimiza os pontos de paragem durante as viagens com as necessidades de carregamento. O carregamento do i7 pode ser feito em corrente alternada até 11 kW e em corrente contínua até 195 kW, um pouco menos do que o rival EQS da Mercedes-Benz (22 kW e 200 kW, respetivamente).

O rendimento máximo do sistema é de 400 kW (544 cv) e 745 Nm — motor traseiro entrega 230 kW (313 cv) e o dianteiro 190 kW (258 cv), suficientes para levar o i7 xDrive60 até aos 240 km/h, sendo a aceleração de 0 a 100 km/h concluída em 4,7s. A autonomia prometida pela bateria de 101,7 kWh é de 590 km a 625 km, que decorrem de um consumo homologado de 19,6-18,4 kWh/100 km.

Ambos vão buscar a energia a uma bateria de iões de lítio de 18,7 kWh (incremento de mais de 50% face à anterior geração), traduzindo-se numa autonomia elétrica de até 80 km. O carregador de bordo viu a sua potência duplicar de 3,7 kW para 7,4 kW, o que permite que a bateria seja totalmente carregada em menos de três horas. Os consumos homologados (WLTP) em ciclo combinado destes dois modelos oscilam entre 1,0 l/100 km e 1,2 l/100 km.