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Aumento da sinistralidade no Natal e Ano Novo. PSP regista mais acidentes e vítimas mortais, mas menos feridos

Beatriz Maio

A passagem de 2022 para o novo ano ficou marcada por 22 vítimas mortais, mais 6 do que no mesmo período do ano passado, revelou a Polícia de Segurança Pública (PSP) esta terça-feira.

A passagem de 2022 para o novo ano ficou marcada por 22 vítimas mortais, mais seis do que no mesmo período do ano passado, revelou a Polícia de Segurança Pública (PSP) esta terça-feira.

Entre 19 de dezembro de 2022 e 2 de janeiro de 2023, registaram-se 5.745 acidentes, mais 797 do que no ano anterior, segundo o comunicado enviado pela PSP às redações que dá conta de 81 feridos graves, menos dois do que no ano passado, e 1.316 feridos leves, menos 62.

Há a destacar um aumento da sinistralidade no Natal e Ano Novo, que se traduziu numa subida de 22,3% do número de vítimas mortais e 16,1% nos acidentes. Contrariamente, há a salientar uma diminuição de 3,9% no número total de vítimas.

As vítimas mortes, das quais 19 eram do sexo masculino com idades entre 20 e 86 anos, ocorreram em todo o território nacional, contudo o maior número foi no Porto onde os acidentes provocaram cinco, seguindo-se de Lisboa com quatro e Faro com três. As restantes, foram assinaladas em Aveiro, Setúbal, Beja, Coimbra, Leiria e Santarém, bem como nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Embora o balanço não seja em geral positivo, as autoridades divulgaram que nos outros distritos do país foi alcançado o objetivo de zero mortos nas estradas.

“Cerca de 68% das vítimas mortais ocorreram em arruamentos (9 Vítimas Mortais, 41% do total) e estradas nacionais (6, 27 % do total) e cerca de 32% ocorreram em autoestradas (3, 14% do total), no Itinerário Complementar n. º2 (2, 9% do total), e noutras outras vias (2, 9% do total)”, informou a PSP.

As colisões são a maior causa das mortes, sendo responsáveis por 11, o que equivale a cerca de 50% do total, onde estiveram envolvidos 22 veículos ligeiros, uma moto e duas trotinetas. Já os despistes fizeram sete mortes, ou seja 32% do total, com quatro veículos ligeiros, um veículo pesado, uma mota e um ciclomotor. Quanto às quatro vítimas mortais restantes, 18%, ocorreram na sequência de atropelamentos com três veículos ligeiros e um veículo pesado.