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São portugueses, produzem cabos para a Maserati e Ferrari, mas não conseguem contratar colaboradores

A APTIV Castelo Branco está com dificuldade para contratar trabalhadores para produzir cabos para as marcas automóveis Maserati e Ferrari. Esta dificuldade vai fazer com que duas linhas de produção sejam deslocalizadas para a Turquia.

A APTIV Castelo Branco está com dificuldade para contratar trabalhadores para produzir cabos para as marcas automóveis Maserati e Ferrari. Esta dificuldade vai fazer com que duas linhas de produção sejam deslocalizadas para a Turquia.

A multinacional alemã pretende atingir até ao final do ano um número total de 1600 trabalhadores com a contratação de mais 200 pessoas. Mas a dificuldade neste processo pode levar a que, até junho, duas linhas de produção de cablagem para os motores a combustível da Maseratti e Ferrari terão que se deslocalizar para outra unidade do grupo na Turquia.

“Inicialmente disseram que tudo o que seria Maserati e Ferrari se iria deslocalizar, atualmente corre o rumor na empresa que os cabos para motores elétricos irão manter-se em Castelo Branco devido à procura por qualidade”, disse fonte da empresa à ‘CNN portugal’.

A empresa quer apostar na cablagem para motores elétricos mas não está a conseguir cativar mais trabalhadores, apesar de garantirem ninguém recebe o ordenado mínimo na empresa, “o ordenado de um aprendiz é de 720 euros”.

O Presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Martins Rodrigues, admite que a mão de obra afeta a APTIV mas garante que a empresa está sólida e que a autarquia está atenta. “Portugal afirma-se na produção de cablagem como um bom lugar para investir”, sublinha.