Após anos de investigações, as autoridades de concorrência da União Europeia (UE), parecem estar prontas para acusar várias empresas de automóveis alemães de cartel, depois de terem descoberto uma violação da lei anti-truste por parte da BMW, da Mercedes e do Grupo Volkswagen, estando em causa multas pesadas, avança o ‘Auto Motor und Sport’, que cita o alemão ‘Der Spiegel’.
Segundo as publicações, as acusações e os valores das respetivas multas serão agora anunciados, variando consoante a gravidade da acusação. No caso destes três nomes do setor automóvel, esperam-se coimas de milhões de euros, uma vez que os fabricantes são acusados de terem combinado entre si, e com alguns fornecedores, uma forma de ludibriar a legislação, pondo no mercado veículos mais poluentes do que aquilo que os testes de homologação mostravam.
Apesar de a situação já se arrastar há uns anos, em julho de 2018, “a partir de novas investigações realizadas pela comissão de concorrência da UE”, surgiram indícios de que foram realizadas reuniões conjuntas entre os fabricantes de automóveis mencionados para utilizar sistemas menos eficientes de tratamento de gases de escape, tanto em motores a gasolina como a gasóleo, impedindo os condutores de ter acesso a veículos mais limpos, apesar de a tecnologia estar disponível.
Perante esses factos em setembro do mesmo ano a Comissão Europeia iniciou uma investigação aprofundada para verificar se a BMW, Daimler e o Grupo VW (Volkswagen, Audi e Porsche), em violação dos regulamentos antitruste da UE, tinham efetivamente feito esses acordos. “Se essa suspeita se confirmasse, os fabricantes teriam negado a opção dos consumidores de comprar carros mais ecológicos, mesmo que as tecnologias apropriadas estivessem disponíveis”, explicou fonte da Comissão.
A certeza chegou mais tarde, em abril de 2019, altura em que a UE confirmou que as fabricantes VW, BMW e Daimler fizeram conluio ilegal. Os acordos diziam respeito a tecnologias de limpeza dos gases de escape, com as empresas a arriscar pagar multas de milhões de euros. De acordo com a Comissão da UE, o comportamento dos fabricantes de automóveis restringiu a competição pela inovação em sistemas de limpeza de gases de escape e, assim, negou aos consumidores a oportunidade de comprar veículos ecologicamente mais sustentáveis, o que constitui uma violação da lei antitruste europeia. As multas e acusações estão agora prestes a ser conhecidas.






