Depois de ter confirmado, na semana passada, a sua entrada no mercado de veículos elétricos, a chinesa Xiaomi veio agora anunciar que vai investir 10 mil milhões de dólares, nos próximos 10 anos, nesta nova área da empresa tecnológica. A informação é da televisão americana CNBC, que acrescenta que a Xiaomi vai, para já, criar uma subsidiária com 100% de capital próprio. Nesta fase inicial, a empresa estima um investimento para o arranque de 10 mil milhões de ienes (perto de 1,3 milhões de euros). Lei Jun, CEO da Xiaomi, será também o líder da divisão automóvel da empresa.
Com este passo, a tecnológica, que já é a terceira maior fabricante de smartphones do mundo, entra num espaço extremamente competitivo na China. Além da competição com fabricantes de automóveis bem estabelecidos no país, como a Geely e a BYD, irá também defrontar-se com jovens empresas como a Nio e a Xpeng Motors.
Além disso, outras empresas tecnológicas estão a entrar neste mercado, como é o caso da Baidu, o maior motor de pesquisa chinês, que lançou uma empresa de automóveis elétricos em janeiro e já tem um CEO em funções.
Os carros elétricos receberam um grande impulso na China graças às políticas de apoio de Beijing, nomeadamente sob a forma de apoios à aquisição deste tipo de veículos. Mesmo com alguma redução recente destes subsídios, a consultora Canalys prevê que sejam vendidos 1,9 milhões de carros elétricos na China em 2021, o que, a confirmar-se, representará um aumento de 51% face ao ano transato.






