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Presidente da Mercedes em Espanha diz que já é tarde para a Europa se tornar líder no negócio das baterias

Automonitor

Em entrevista ao jornal espanhol El País, Roland Schell, presidente da Mercedes-Benz em Espanha, disse que “é demasiado tarde” para a Europa ambicionar assumir a liderança do mercado mundial de baterias para veículos elétricos.

Em entrevista ao jornal espanhol El País, Roland Schell, presidente da Mercedes-Benz em Espanha, disse que “é demasiado tarde” para a Europa ambicionar assumir a liderança do mercado mundial de baterias para veículos elétricos. Schell considera que os entraves estão “não apenas na produção”, mas também na constatação de que “faltam todos os recursos primários”.  

O presidente da marca alemã no país vizinho disse também que “os veículos a combustão vão sobreviver por mais 20 ou 30 anos, a menos que nos próximos cinco ou 10 o híbrido plug-in assuma uma grande importância”. Roland Schell é da opinião de que “não devemos limitar-nos ao veículo elétrico, que tem uma desvantagem, que é a grande dependência das baterias da China. Os recursos são muito limitados”.  

Schell referiu-se ainda à fábrica de Vitoria, que considera “uma boa prática na Europa”. A unidade da marca em Espanha produz para todo o mundo, com um foco especial na Europa. “Num ano normal, pode produzir aproximadamente 160.000 veículos, mas no ano passado ficou-se pelos 125.000. Estamos otimistas e creio que este ano poderemos produzir 130.000 unidades, mas se não se tiver o controlo da covid-19, este número pode baixar, o que também terá impacto no emprego. Devemos fazer algo para manter o volume a para aumentar a automação”.