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Estudo norte-americano sugere que as famílias com veículos eficientes tendem a comprar um segundo carro mais poluente

Automonitor

Um novo estudo, realizado nos Estados Unidos e citado pelo The RAND Journal of Economics, sugere que muitos proprietários de carros alternativos à combustão interna estão a adquirir um segundo veículo mais poluente.

Um novo estudo, realizado nos Estados Unidos e citado pelo The RAND Journal of Economics, sugere que muitos proprietários de carros alternativos à combustão interna estão a adquirir um segundo veículo mais poluente, reduzindo drasticamente os ganhos ambientais da mobilidade sustentável. Nos Estados Unidos, 75% das vendas destinam-se a agregados familiares onde já existe pelo menos um automóvel.

O fenómeno é bastante comum: uma família que já tem um carro eletrificado, por exemplo, para as deslocações de casa para o trabalho, resolve comprar também um SUV para o fim de semana e viagens mais longas. E as zero emissões do primeiro acabam por ser parcialmente anuladas pela utilização do segundo veículo. Para James Archsmith, professor assistente na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, os incentivos à compra de carros mais eficientes não têm em conta a aquisição de veículos adicionais no mesmo agregado familiar, e isso pode ser um problema.

Os investigadores que realizaram o estudo analisaram seis anos de matrículas de novos veículos na Califórnia, o estado dos EUA onde se verifica a maior percentagem de veículos eficientes nas estradas. E descobriu também que os proprietários de veículos eficientes tendem a andar mais de carro, o que a longo prazo também tem impacto nas emissões.