De acordo com um estudo da consultora norte-americana J.D. Power, 46% dos consumidores dos Estados Unidos que compraram ou fizeram um contrato de leasing para um carro elétrico consideram como “muito provável” voltar a fazê-lo no futuro. A conclusão é a de que conduzir este tipo de carro tem um efeito direto na intenção de compra.
Segundo o estudo, os consumidores que já o fizeram são três vezes mais propensos a adquirir um carro elétrico do que aqueles que não tiveram qualquer contacto com estes veículos – 20%, comparado com 7%.
De acordo com a consultora que realizou o estudo, conduzir ou ser transportado num veículo elétrico ajuda a minimizar alguns dos mitos da mobilidade elétrica, e os consumidores acabam por perceber que a ansiedade relativa à autonomia não é, afinal, um problema assim tão significativo. Pelo contrário, a J.D. Power afirma que os consumidores que conduziram mais este tipo de carros tendem a considerar que a poupança compensa quaisquer preocupações relativas a encontrar um posto de carregamento.
Por outro lado, o estudo também descobriu que o grupo de proprietários de automóveis de marcas de luxo que estão mais dispostos a considerar um veículo elétrico (36%) é duas vezes superior ao grupo de condutores de carros massificados. Isto mostra que os carros elétricos terão de se tornar mais acessíveis para chegarem ao público em geral.
Outro dado interessante é o que indica que aqueles condutores que fazem mais de dez viagens longas por ano são mais do que três vezes mais propensos a considerar um veículo elétrico, com uma percentagem de 34% contra 10%.
As pessoas que demoram mais do que uma hora em deslocações diárias (de casa para o trabalho e vice-versa) representam 35% dos consumidores dispostos a adquirir um elétrico, contra 9% dos que não têm de fazer essas deslocações. Isto mostra que este tipo de veículos tem um apelo financeiro no que diz respeito a despesas de propriedade.
Entre aqueles que consideram muito improvável comprar um carro elétrico, 30% dizem precisar de mais informação sobre a condução e a manutenção, demonstrando a necessidade das marcas investirem em divulgação e mais test drives.





