<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Um carro mais potente pode tornar a condução mais fácil? Estudo da Polestar e Oxford revela resultados inesperados

Um carro mais potente pode tornar a condução mais fácil? Estudo da Polestar e Oxford revela resultados inesperados
Francisco Laranjeira

Estudo-piloto realizado por investigadores da Universidade de Oxford, em colaboração com a Polestar, procurou responder a uma pergunta pouco habitual: será possível medir cientificamente aquilo que um condutor sente quando conduz um automóvel de elevada performance?

Mais aceleração, menos esforço ao volante e uma maior sensação de controlo. São algumas das conclusões de um estudo-piloto realizado por investigadores da Universidade de Oxford, em colaboração com a Polestar, que procurou responder a uma pergunta pouco habitual: será possível medir cientificamente aquilo que um condutor sente quando conduz um automóvel de elevada performance?

A investigação, anunciada em maio, apresenta agora os primeiros resultados. E sugere que a experiência de condução poderá depender de muito mais do que a potência, a velocidade ou os tempos por volta.

Para chegar a estas conclusões, 12 condutores experimentaram duas versões do Polestar 4, a Single Motor de 268 cv e a Dual Motor com Pack Performance de 544 cv, no circuito Gotland Ring, na Suécia.

Durante os testes, os investigadores cruzaram informações do automóvel com medições da frequência cardíaca, movimentos dos olhos, avaliações psicológicas e entrevistas aos participantes.

Mais 32% de aceleração, mas menos esforço para conduzir

Os resultados revelaram uma diferença interessante entre as duas versões do Polestar 4.

Em voltas rápidas realizadas em condições equivalentes, a versão Dual Motor com Pack Performance registou uma aceleração máxima 32% superior à da Single Motor e exigiu 15% menos esforço de direção, apesar de ambas terem alcançado ritmos muito semelhantes.

O modelo mais potente também gerou maiores forças laterais em curva e mais episódios de aceleração intensa.

A diferença foi igualmente sentida pelos participantes. Numa escala de avaliação da dinâmica e do desempenho, a versão Performance recebeu 89,2 pontos em 100, contra 67,7 pontos da versão menos potente.

Na avaliação global da experiência de condução, a diferença foi de 93 pontos para 77,9.

Os investigadores observaram ainda que, durante a condução mais dinâmica, os participantes pestanejavam menos, apresentavam maior dilatação das pupilas e mantinham o olhar fixo durante mais tempo, sinais compatíveis com níveis superiores de concentração e envolvimento.

Uma “montanha-russa controlada”: o que sentiram os condutores?

As entrevistas revelaram que a sensação de performance não depende apenas da intensidade da aceleração ou das forças sentidas em curva.

Os participantes destacaram a confiança no automóvel, a previsibilidade das suas reações e a sensação de manter o controlo mesmo quando exploravam os limites da condução.

Vários descreveram a experiência como uma “montanha-russa controlada”.

Um dos participantes foi ainda mais longe, afirmando que o automóvel “faz-nos sentir melhores condutores do que realmente somos”.

Para Max Klapow, investigador do Oxford SDG Impact Lab, os resultados ajudam a compreender uma dimensão da performance que não aparece nas fichas técnicas.

“A performance não se resume simplesmente a ir mais depressa. Trata-se de proporcionar ao condutor uma sensação de confiança e de controlo através de respostas previsíveis do veículo”, explica.

Christian Samson, responsável pelos atributos de produto da Polestar, considera que esta abordagem poderá ajudar os fabricantes a compreender melhor a relação entre a engenharia automóvel e a experiência humana.

O prazer de conduzir poderá vir a ser medido?

O objetivo da colaboração entre a Polestar e os investigadores de Oxford é precisamente esse: encontrar formas de avaliar a performance que tenham em conta não apenas aquilo que o automóvel consegue fazer, mas também a forma como o condutor reage.

Contudo, os próprios investigadores sublinham que este foi apenas um estudo-piloto, com 12 participantes. Será necessária uma investigação mais alargada para confirmar a fiabilidade dos resultados e perceber até que ponto podem ser generalizados.

Ainda assim, a experiência abre caminho a uma possibilidade interessante: no futuro, a qualidade da condução poderá ser avaliada também pela confiança, pelo controlo e pelo envolvimento que um automóvel proporciona, e não apenas pelos números da sua ficha técnica.

A Polestar tem estado em destaque na Automonitor, desde a até à , sobre o crescimento das vendas e a concorrência no mercado dos elétricos. Mas há outra questão que merece atenção: como pretende a marca distinguir-se num setor cada vez mais competitivo?