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O novo Tesla Roadster pode levantar voo em segundos. Mas voltar a fazê-lo pode exigir seis horas de espera

O novo Tesla Roadster pode levantar voo em segundos. Mas voltar a fazê-lo pode exigir seis horas de espera
Automonitor

O novo Roadster está previsto em três versões: Performance, Thrust e Rocket

O novo Tesla Roadster promete desafiar os limites dos automóveis desportivos, com acelerações extraordinárias e até a capacidade de levantar voo. Mas há um detalhe que pode complicar a utilização de algumas das suas versões: reabastecer os propulsores pode demorar entre duas e seis horas.

A informação foi avançada por Lars Moravy, vice-presidente de engenharia automóvel da Tesla, numa entrevista à ‘Top Gear’. Segundo o responsável, o sistema de propulsão da versão Thrust utiliza azoto a alta pressão, cujo abastecimento exige atualmente várias horas. O objetivo da fabricante é reduzir esse processo para apenas 30 minutos.

O contraste é significativo: enquanto a Tesla anuncia uma aceleração dos 0 aos 97 km/h em menos de um segundo, preparar novamente o sistema responsável pelas prestações mais extremas pode exigir uma espera muito superior.

Três versões e até dez propulsores

O novo Roadster está previsto em três versões: Performance, Thrust e Rocket.

A Performance dispensa os propulsores adicionais, mas mantém ventiladores elétricos que criam força descendente para melhorar a aderência ao asfalto.

A Thrust acrescenta quatro propulsores orientados para trás, alimentados por um depósito de 200 litros instalado atrás do habitáculo, no espaço que poderia servir de bagageira.

Já a Rocket, disponível apenas por convite, é a proposta mais radical. Conta com dez propulsores, incluindo os destinados à descolagem e às manobras no ar. Recebe ainda um depósito adicional de 400 litros no lugar do passageiro, transformando o Roadster num automóvel de apenas um lugar, com 600 litros de capacidade total para o sistema de gás pressurizado.

Mas como será feito o abastecimento?

Os propulsores funcionam através da libertação de gás sob pressão, sem combustão. O gás expelido gera impulso, permitindo aumentar a aceleração sem depender exclusivamente da aderência dos pneus.

Contudo, ainda não está esclarecido como os futuros proprietários poderão reabastecer o sistema.

Na entrevista à ‘Top Gear’, Moravy descreveu um processo que exige uma fonte externa de azoto a alta pressão. A explicação contrasta com declarações de Elon Musk, segundo as quais o Roadster poderia reabastecer os próprios depósitos utilizando ar.

É possível que as duas declarações correspondam a fases diferentes do desenvolvimento, mas a Tesla ainda não explicou como pretende conciliar estas soluções.

Importa também distinguir os propulsores dos ventiladores que aumentam a aderência. Estes últimos são elétricos, alimentados pela bateria do automóvel, e não consomem o gás armazenado nos depósitos.

Por esclarecer continuam a autonomia efetiva dos propulsores, a duração das manobras aéreas e o tempo necessário para preparar novamente o Roadster depois de utilizar as suas capacidades mais extremas.

Para já, a promessa é impressionante. Mas, entre levantar voo em segundos e esperar várias horas pelo próximo, a Tesla ainda tem um problema prático por resolver.

O novo Tesla Roadster continua a dar que falar. Depois de Elon Musk ter prometido um automóvel capaz de voar, a Tesla surpreendeu com uma demonstração em que o desportivo subiu uma rampa de cabeça para baixo. Mas há mais: a marca também prepara uma versão que promete circular tanto na estrada como no ar.

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