Quem circular nas estradas portuguesas a partir desta terça-feira, vai encontrar uma fiscalização reforçada da PSP e da GNR. Durante uma semana, as autoridades vão concentrar atenções em três equipamentos de segurança: cinto, sistemas de retenção para crianças — as chamadas cadeirinhas — e capacetes.
As operações decorrem até 14 de setembro e fazem parte da campanha “Cinto-me Vivo”, promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), GNR e PSP no âmbito do Plano Nacional de Fiscalização 2026.
Será a nona campanha de fiscalização rodoviária realizada este ano e combinará operações policiais com ações de sensibilização.
Segundo o comunicado conjunto das três entidades, cinto de segurança, sistemas de retenção para crianças e capacete podem reduzir significativamente o risco de morte ou de ferimentos graves, mas apenas quando são equipamentos adequados, homologados e utilizados corretamente.
Cinto: atenção também a quem viaja atrás
Um dos focos da campanha será a utilização do cinto de segurança por todos os ocupantes do automóvel — incluindo quem viaja nos bancos traseiros.
Os números divulgados pelas autoridades mostram a dimensão do problema. Entre 2021 e 2024, 8.210 passageiros que seguiam no banco traseiro sem um sistema de retenção adequado estiveram envolvidos em acidentes rodoviários.
Destes, 274 sofreram ferimentos graves e 69 morreram.
PSP, GNR e ANSR recordam, por isso, que o cinto deve ser utilizado “em todos os lugares do veículo e em todas as viagens, mesmo nas mais curtas”.
Cadeirinhas também estarão sob fiscalização
Outro dos pontos de atenção será o transporte de crianças.
De acordo com os dados apresentados na campanha, a utilização correta de um sistema de retenção pode reduzir o risco de morte em cerca de 71% nos bebés e em 54% nas crianças entre 1 e 4 anos.
Não basta, porém, ter uma cadeirinha instalada no automóvel. As autoridades salientam que o equipamento deve estar homologado, ser adequado à altura da criança e encontrar-se corretamente instalado.
Também o arnês deve estar devidamente ajustado.
Anda de mota? Capacete está igualmente na mira
A fiscalização abrangerá ainda os utilizadores de veículos de duas rodas a motor.
Segundo a informação divulgada pela ANSR, PSP e GNR, utilizar um capacete homologado, corretamente ajustado e apertado pode reduzir em cerca de 40% o risco de morte em caso de acidente.
As autoridades recomendam ainda que o capacete seja complementado por equipamento de proteção adequado.
Um capacete simplesmente colocado na cabeça não é suficiente: se estiver mal apertado ou incorretamente ajustado, a proteção que deverá proporcionar em caso de acidente pode ficar comprometida.
Operações decorrem até 14 de setembro
Ao longo da campanha “Cinto-me Vivo”, a ANSR realizará ações de sensibilização presenciais e através dos meios digitais, enquanto PSP e GNR intensificarão as operações de fiscalização.
Segundo as autoridades, haverá especial incidência nos locais onde a ausência ou utilização incorreta destes dispositivos representa maior risco.
A campanha decorre entre 8 e 14 de setembro e integra o Plano Nacional de Fiscalização 2026, enquadrado na estratégia Visão Zero 2030.
“Antes de iniciar a viagem, confirme que todos os ocupantes estão devidamente protegidos”, apelam PSP, GNR e ANSR.
A mensagem para quem vai pegar no carro ou na mota nos próximos dias é, portanto, simples: cinto colocado em todos os lugares, crianças transportadas no sistema de retenção adequado e capacete homologado, apertado e corretamente ajustado.





