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A cidade tecnológica da Fórmula 1

A cidade tecnológica da Fórmula 1 A máquina invisível que transforma cada Grande Prémio num espetáculo global Talvez a mehor afirmação que possa definir este artigo é Na Fórmula 1, a melhor tecnologia é a que faz desaparecer a complexidade e deixa apenas o espetáculo. Depois de mais de duas décadas a acompanhar automóveis, mobilidade e tecnologia, ainda é raro encontrar uma operação capaz de me surpreender pela escala e, ao mesmo tempo, pela disciplina, rigor e fiabilidade  mas os  bastidores de um Grande Prémio de F1 conseguem fazê-lo. O que o público vê durante uma corrida é apenas a superfície de uma infraestrutura temporária, criada circuito a circuito, distribuída e crítica, onde imagem, som, cronometragem e telemetria têm de convergir (quase) sem margem para erro. Esta é a verdadeira cidade tecnológica da Fórmula 1, numa operação que liga o Event Technical Centre (ETC), instalado no circuito de cada Grande Prémio ao Media & Technology Centre (M&TC), em Biggin Hill, no Reino Unido. Entre ambos circulam todos os dados que alimentam a realização televisiva, os sistemas gráficos, as plataformas digitais, a FIA e as equipas. E tudo isto é feito pela Lenovo. Muito mais do que uma transmissão televisiva Dias antes dos monolugares irem para a pista, são montadas redes, sistemas de produção, cronometragem, comunicações, segurança e redundância. Seguem-se os testes de conectividade, latência, continuidade de serviço e recuperação. É deste modo que  quando a corrida começa, as câmaras fixas, robotizadas e onboard, microfones, antenas, sensores, GPS, meteorologia e transponders alimentam continuamente os centros técnicos. Aquilo que para o público é simples –  ter uma emissão sem falhas a acompanhar todo o evento, os automóveis, a envolvente; ser coerente, instantânea e global é … o mínimo aceitável. E é por trás “dessa simplicidade” que trabalham especialistas de produção, vídeo, áudio,…