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A Fórmula 1 vai regressar a África após mais de 30 anos. Já há país escolhido e um acordo para uma década

A Fórmula 1 vai regressar a África após mais de 30 anos. Já há país escolhido e um acordo para uma década
Francisco Laranjeira

A apresentação contou com a presença do presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Mohammed Ben Sulayem, e do presidente ruandês, Paul Kagame. A data da primeira corrida ainda não foi definida, mas a organização aponta para o início da próxima década

A Fórmula 1 prepara-se para regressar ao continente africano pela primeira vez desde 1993. O Ruanda foi escolhido para receber um Grande Prémio no início da década de 2030, ao abrigo de um acordo de dez anos, numa decisão anunciada esta terça-feira, em Kigali, que pretende abrir um novo capítulo na expansão internacional do campeonato.

A apresentação contou com a presença do presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), Mohammed Ben Sulayem, e do presidente ruandês, Paul Kagame. A data da primeira corrida ainda não foi definida, mas a organização aponta para o início da próxima década.

A concretização do projeto depende, contudo, de uma condição essencial: a construção de um circuito permanente, que ainda não existe.

Um novo circuito a 40 quilómetros de Kigali

O futuro Grande Prémio do Ruanda será disputado em Bugesera, uma região situada a sudeste da capital, Kigali, a aproximadamente 40 quilómetros de distância.

Ao contrário de algumas provas recentes da Fórmula 1, realizadas em circuitos urbanos, o Ruanda pretende construir uma pista permanente de raiz, concebida para receber a competição.

A conclusão das obras está prevista para o início da década de 2030, coincidindo com o período apontado para a estreia da corrida.

Por enquanto, não foram anunciados detalhes sobre o traçado, a extensão do circuito ou a data exata da primeira edição.

Fórmula 1 quer chegar a todos os continentes habitados

Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da Fórmula 1, classificou o anúncio como “um momento marcante” para a modalidade.

O responsável destacou que a entrada do Ruanda no calendário permitirá ao campeonato realizar provas em todos os continentes habitados, reforçando a dimensão verdadeiramente global da competição.

Segundo Domenicali, África conta com mais de 100 milhões de adeptos da Fórmula 1, um público que continua a crescer e que a organização pretende aproximar das corridas.

O presidente ruandês, Paul Kagame, considerou o acordo “um sucesso e um marco para todo o continente”, manifestando a expectativa de que a iniciativa possa abrir caminho a outros eventos da modalidade em África.

A última corrida em África aconteceu em 1993

Para encontrar o último Grande Prémio de Fórmula 1 realizado no continente africano, é necessário recuar até 1993.

Nesse ano, o circuito de Kyalami, nos arredores de Joanesburgo, recebeu o Grande Prémio da África do Sul. Desde então, o campeonato deixou de ter uma corrida em território africano.

O anúncio do Ruanda concretiza uma ambição assumida por Paul Kagame em dezembro de 2024, quando apresentou publicamente a candidatura do país durante a Assembleia Geral da FIA, realizada em Kigali.

Mais de três décadas depois da última passagem por África, a Fórmula 1 prepara assim um regresso histórico. Mas, antes de os monolugares entrarem em pista, será necessário construir o circuito que deverá receber o campeonato durante pelo menos dez anos.

A Automonitor já tinha antecipado este regresso

A Automonitor já tinha abordado a possibilidade de a Fórmula 1 regressar a África, quando Ruanda e África do Sul disputavam a oportunidade de receber o campeonato. Agora, o acordo de dez anos representa um passo decisivo para concretizar esse regresso.

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