<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

Explicador. Como sabe um semáforo que está à espera? O segredo pode estar escondido debaixo das rodas do seu carro

Explicador. Como sabe um semáforo que está à espera? O segredo pode estar escondido debaixo das rodas do seu carro
Automonitor

A resposta é mais interessante do que parece. Embora muitos semáforos funcionem com ciclos de tempo previamente definidos, outros estão equipados com sensores que permitem identificar a presença de veículos e adaptar o funcionamento à circulação

Está sozinho numa estrada, aproxima-se de um cruzamento e o semáforo está vermelho. Abranda, para o carro e, poucos segundos depois, aparece a luz verde.

Será que o semáforo percebeu que estava ali? Ou foi apenas uma coincidência?

A resposta é mais interessante do que parece. Embora muitos semáforos funcionem com ciclos de tempo previamente definidos, outros estão equipados com sensores que permitem identificar a presença de veículos e adaptar o funcionamento à circulação.

E uma das tecnologias mais utilizadas está literalmente debaixo das rodas dos automóveis.

O segredo pode estar no asfalto

Chama-se espira indutiva e consiste num circuito de fio elétrico instalado sob a superfície da estrada, geralmente próximo da linha de paragem.

Este circuito cria um campo eletromagnético. Quando um automóvel passa ou fica parado sobre a zona de deteção, os componentes metálicos do veículo alteram as características elétricas do sistema.

O equipamento identifica essa alteração e envia um sinal ao controlador do semáforo, informando-o de que existe um veículo à espera.

Segundo a Federal Highway Administration (FHWA), autoridade dos EUA responsável pela administração federal das estradas, este é um dos métodos tradicionais de deteção de veículos nos cruzamentos com semáforos inteligentes.

Mas há um detalhe importante: o sensor não muda necessariamente o sinal para verde de imediato. Apenas comunica a presença do automóvel, cabendo ao sistema de controlo decidir quando deve permitir a passagem, respeitando os tempos mínimos de segurança e a circulação nas restantes vias.

É por isso que, mesmo quando o semáforo sabe que está à espera, pode demorar algum tempo a mudar de cor.

E aquelas câmaras por cima dos semáforos?

Nem todos os sistemas precisam de sensores enterrados na estrada.

Alguns cruzamentos utilizam câmaras de deteção de veículos, radares ou outros equipamentos instalados em postes e estruturas próximas dos semáforos.

Estes dispositivos podem identificar a presença e o movimento dos automóveis, permitindo ajustar os tempos dos sinais às necessidades do trânsito.

A vantagem é que não exigem necessariamente a abertura do pavimento para instalar os sensores.

No entanto, nem todas as câmaras colocadas junto aos semáforos têm esta função. Algumas destinam-se à monitorização do trânsito, enquanto outras podem integrar sistemas de fiscalização.

E nem todos os semáforos são inteligentes: muitos continuam a funcionar através de temporizadores, independentemente de existir ou não um automóvel à espera.

Porque é que algumas motos parecem invisíveis?

Há ainda uma curiosidade que muitos motociclistas conhecem bem.

Em determinadas circunstâncias, uma moto pode não ser detetada corretamente por uma espira indutiva, sobretudo quando o sistema não está devidamente ajustado para identificar veículos mais pequenos.

O mesmo problema pode afetar bicicletas.

Nestas situações, a posição do veículo sobre a área de deteção pode fazer diferença. Quando existem marcas retangulares no asfalto que correspondem à instalação de uma espira, colocar a moto dentro dessa zona pode ajudar o sistema a reconhecer a sua presença.

Mas não existe um truque universal: a eficácia depende do tipo de sensor, da sua localização e da sensibilidade do equipamento.

E há um mito que importa desfazer: os sensores indutivos não funcionam simplesmente porque o automóvel é pesado. O princípio de deteção é eletromagnético, não uma medição do peso sobre a estrada.

Por isso, não adianta tentar ativar o semáforo através de movimentos bruscos ou avançando para além da linha de paragem.

Da próxima vez que estiver parado num cruzamento aparentemente vazio, olhe para o pavimento. Se encontrar um contorno retangular perto da linha de paragem, poderá estar a olhar para uma das peças de tecnologia que ajudam a gerir o trânsito sem que a maioria dos condutores se aperceba.

Afinal, o semáforo pode não estar a vê-lo. Mas a estrada talvez saiba perfeitamente que chegou.