A Brabus é conhecida por transformar automóveis de luxo em máquinas ainda mais exclusivas, mas a sua mais recente criação tem apenas duas rodas. Chama-se Brabus Urban E Fragment Edition, é totalmente elétrica e nasceu de uma colaboração com Hiroshi Fujiwara, um dos nomes mais influentes da moda urbana japonesa. O detalhe que a torna particularmente especial? Só serão produzidos dez exemplares em todo o mundo.
Apresentada nos dias 3 e 4 de outubro, durante o ComplexCon, em Los Angeles, a nova moto combina a engenharia de uma fabricante francesa, o universo visual da Brabus e a assinatura de um criador que ajudou a transformar o streetwear num fenómeno internacional.
E, apesar de ter 37 cv de potência, 475 Nm de binário e uma velocidade máxima de 120 km/h, esta não é propriamente uma máquina criada para bater recordes. O objetivo é outro: transformar uma moto elétrica num objeto de coleção.
Quando a Brabus encontra a moda japonesa
A origem desta edição especial está numa colaboração entre a Brabus e Hiroshi Fujiwara, fundador da Fragment Design, uma marca japonesa reconhecida pelas suas parcerias com algumas das maiores referências internacionais da moda e do design.
A base escolhida foi a Urban E, desenvolvida a partir de uma moto da fabricante francesa DAB Motors e já apresentada pela Brabus em abril deste ano.
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Mas a Fragment Edition distingue-se sobretudo pela aparência. O preto domina a carroçaria, enquanto vários elementos brancos criam contrastes pouco habituais numa moto desta categoria.
Os guarda-lamas em fibra de carbono foram pintados de branco, tal como as pinças de travão. O banco do condutor apresenta revestimento em pele branca, com o característico padrão acolchoado Shell da Brabus.
A fibra de carbono surge ainda nas proteções laterais, na zona inferior dianteira, nas coberturas do motor e na secção traseira.
Na retaguarda, destaca-se um farolim LED transparente com o logótipo da Fragment Design. À frente, o nome Brabus surge iluminado, escondendo um detalhe funcional: é precisamente atrás desta inscrição que se encontra a ligação para carregar a bateria.
Tem 475 Nm de binário e uma função chamada Nitrous
Apesar do aspeto futurista, a Brabus Urban E Fragment Edition apresenta números bastante concretos.
O motor elétrico desenvolve 27 kW, equivalentes a 37 cv, e anuncia um binário máximo de 475 Nm. A transmissão à roda traseira é feita através de uma correia de carbono, concebida para exigir pouca manutenção.
A velocidade máxima está limitada a 120 km/h, enquanto a bateria de iões de lítio, com uma tensão de 72 volts, promete uma autonomia de até 150 quilómetros.
Existem três modos de condução: Eco, Street e Sport.
No primeiro, a velocidade máxima fica limitada a 60 km/h e a entrega de binário é reduzida para privilegiar a eficiência.
Mas existe uma funcionalidade particularmente curiosa: chama-se Nitrous e permite disponibilizar toda a potência durante um período máximo de dez segundos.
O nome remete para os sistemas de óxido nitroso utilizados em alguns automóveis de competição, embora, neste caso, se trate de uma função eletrónica de gestão da potência.
A moto dispõe ainda de marcha-atrás eletrónica, pensada para facilitar as manobras a baixa velocidade.
Carrega numa tomada de casa e dispensa a chave tradicional
Outra particularidade da Urban E é a simplicidade do carregamento.
Segundo os dados divulgados pela fabricante, a bateria pode passar dos 20% aos 100% em aproximadamente três horas, utilizando uma tomada doméstica convencional.
Uma carga completa demora entre três horas e meia e quatro horas, enquanto a recuperação dos 50% aos 100% pode ser realizada em cerca de 90 minutos.
O sistema de arranque também foge ao convencional: em vez de uma chave tradicional, o condutor utiliza um código PIN.
As principais informações de condução são apresentadas num pequeno ecrã LCD de 2,8 polegadas.
O guiador de inspiração supermotard inclui manetes em alumínio maquinado por CNC e indicadores de mudança de direção integrados. Existe ainda um pequeno compartimento de arrumação à frente do banco, destinado ao cabo de carregamento fornecido com a moto.
Travões Brembo e componentes de competição
A exclusividade da Fragment Edition não se limita à decoração.
Na dianteira encontra-se uma forquilha invertida ajustável, com tubos de 46 milímetros de diâmetro. Atrás, a suspensão utiliza um amortecedor também ajustável. Ambos oferecem 100 milímetros de curso.
O sistema de travagem foi entregue à Brembo, com um disco dianteiro de 320 milímetros e uma pinça radial de quatro pistões.
Na traseira, o disco tem 240 milímetros e trabalha com uma pinça de pistão único. O equipamento inclui ainda ABS de dois canais.
São componentes que reforçam a aposta da Brabus numa moto com acabamentos e equipamento de elevada qualidade, mesmo que a velocidade máxima esteja longe dos valores alcançados pelas desportivas convencionais.
Apenas dez exemplares para todo o mundo
É na exclusividade que a Brabus Urban E Fragment Edition encontra o seu principal argumento.
A produção está limitada a apenas dez unidades, cada uma com um preço de 53.550 euros, impostos incluídos.
Mais do que competir diretamente com outras motos elétricas, esta edição especial procura conquistar colecionadores e entusiastas do design, da moda e do universo Brabus.
A colaboração com Hiroshi Fujiwara estende-se também ao vestuário, com uma coleção Fragment Design que inclui luvas em pele, um casaco de motociclismo e uma camisola com capuz em tecido polar.
No fundo, a Brabus criou uma moto que tanto pode circular pelas ruas como ocupar um lugar numa coleção privada. E, com apenas dez exemplares previstos para todo o planeta, será muito mais fácil encontrá-la numa fotografia do que estacionada à porta de um café.
Também sobre a Brabus: A marca alemã continua a surpreender. Recentemente, a Automonitor mostrou o seu primeiro iate, com uns impressionantes 7.800 cv, e o extravagante Brabus Bodo, um descapotável de 1.000 cv que custa mais de um milhão de euros.





