A McLaren confirmou que vai terminar a produção do 750S em 2027, colocando um ponto final na carreira de um dos seus superdesportivos mais impressionantes. O modelo, capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em pouco mais de dois segundos, continua disponível para encomenda, mas os interessados terão de se apressar antes de a marca britânica encerrar definitivamente a produção.
A decisão foi anunciada pela fabricante e divulgada pela ‘Car and Driver’, que recorda a importância do 750S na evolução dos superdesportivos de motor central da McLaren.
O desaparecimento do modelo representa também o fim de uma linhagem iniciada com o 720S, apresentado em 2017, que ajudou a consolidar a reputação da marca entre os fabricantes de automóveis de elevadas prestações.
Um V8 de 750 cv que fez história
Apresentado para o ano-modelo de 2024, o McLaren 750S sucedeu ao 720S, introduzindo alterações em cerca de 30% dos componentes.
O motor V8 biturbo de 4,0 litros passou a desenvolver aproximadamente 750 cv, mantendo a tração exclusivamente traseira e uma construção concebida para reduzir o peso.
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Nos testes realizados pela ‘Car and Driver’, o 750S acelerou dos 0 aos 96 km/h em apenas 2,3 segundos, um resultado que lhe permitiu tornar-se, na altura, o automóvel de tração traseira com a aceleração mais rápida alguma vez registada pela publicação.
O recorde acabaria por ser ultrapassado pelo Chevrolet Corvette ZR1, mas o desempenho do McLaren continuou a colocá-lo entre os superdesportivos mais rápidos da sua categoria.
A evolução face ao 720S não se limitou à potência. A McLaren introduziu alterações na estrutura, na aerodinâmica e na redução de peso, procurando tornar o automóvel ainda mais eficaz em estrada e em circuito.
O adeus chega com uma versão ainda mais radical
Antes de terminar a produção, a McLaren prepara uma despedida especial com o 788HS, uma edição limitada que representa a evolução mais extrema desta família.
O modelo desenvolve cerca de 788 cv e incorpora soluções aerodinâmicas inspiradas na Fórmula 1, além de componentes mais leves para melhorar o desempenho.
Trata-se de uma versão concebida para levar ainda mais longe a filosofia que tornou o 750S uma referência entre os superdesportivos de motor central.
Sucessor poderá trocar o V8 por um V6 híbrido
Embora a McLaren ainda não tenha anunciado oficialmente um sucessor direto do 750S, existem indicações de que a marca está a desenvolver um novo coupé de motor central.
Segundo a ‘Car and Driver’, o futuro modelo poderá posicionar-se entre o Artura, o desportivo híbrido de entrada na gama, e o atual 750S.
A grande novidade poderá estar debaixo da carroçaria: em vez do tradicional V8 biturbo, o novo automóvel deverá utilizar um sistema híbrido baseado num motor V6 biturbo, com uma potência combinada próxima dos 810 cv.
O preço estimado ronda os 315 mil dólares, aproximadamente 270 mil euros, dependendo da taxa de câmbio, e a apresentação poderá acontecer já em 2027.
Para já, estes dados permanecem no campo das informações não confirmadas pela fabricante.
A despedida do 750S assinala, assim, mais do que o desaparecimento de um modelo. Pode representar mais um passo na transição da McLaren para uma geração de superdesportivos em que a eletrificação será utilizada não apenas para reduzir emissões, mas também para alcançar níveis de desempenho ainda mais elevados.
Forged from decades of innovation and the relentless pursuit of lightness, the McLaren 750S redefines what a supercar can be, and how it makes you feel.
Born from precision, engineered for pure connection.
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— McLaren Automotive (@McLarenAuto) January 9, 2026






