<br><br><div align="center"><!-- Revive Adserver Asynchronous JS Tag - Generated with Revive Adserver v5.5.0 -->
<ins data-revive-zoneid="25" data-revive-id="6815d0835407c893664ca86cfa7b90d8"></ins>
<script async src="//com.multipublicacoes.pt/ads/www/delivery/asyncjs.php"></script></div>
Partilhar

A marca mais fiável da Europa é japonesa, mas não é Toyota, Lexus nem Honda: um dos seus carros conseguiu 100%

Automonitor

Há, contudo, uma contrapartida: quando alguma coisa precisa efetivamente de ser reparada, determinadas peças podem sair bastante caras

Quando se fala de automóveis japoneses e fiabilidade, há nomes que surgem quase automaticamente: Toyota, Lexus ou Honda. Mas um estudo anual da What Car? coloca outra fabricante japonesa em particular destaque — e há um pequeno citadino que conseguiu mesmo atingir uma pontuação perfeita.

É a Suzuki. Segundo dados divulgados pela ‘What Car?’ e citados pela ‘L’Automobile Magazine’, a marca consegue colocar vários dos seus modelos entre os melhores classificados em matéria de fiabilidade, com destaque para Swift, Vitara e S-Cross.

O resultado é particularmente interessante porque não se limita aos motores atmosféricos tradicionalmente associados a uma mecânica mais simples. A Suzuki consegue bons resultados também com motorizações turbo e híbridas.

Há, contudo, uma contrapartida: quando alguma coisa precisa efetivamente de ser reparada, determinadas peças podem sair bastante caras.

Suzuki Swift chega aos 100%

A grande protagonista é a geração anterior do Suzuki Swift, produzida entre 2017 e 2024.

No levantamento da ‘What Car?’, o pequeno Suzuki alcançou uma classificação de 100% e tornou-se num dos únicos dois automóveis do ranking a conseguir a pontuação máxima.

Na prática, segundo explica a própria publicação britânica, todos os proprietários desta geração do Swift que participaram no estudo indicaram não ter sofrido qualquer problema inesperado que tivesse resultado numa despesa de reparação não planeada.

É um resultado particularmente relevante num automóvel cuja receita está longe de passar pelo luxo. O Swift distingue-se pela simplicidade e pelo baixo peso — continua a ser uma referência entre os pequenos automóveis europeus nesse capítulo — e são precisamente a robustez e a relativa simplicidade mecânica que ajudam a explicar a sua reputação.

O mesmo histórico positivo não se aplica necessariamente aos antigos motores Diesel DDiS, mas os blocos a gasolina e as versões híbridas são destacados pela sua robustez.

Vitara e S-Cross também se destacam

O Swift não está sozinho.

Vitara e S-Cross apresentam igualmente resultados elevados de fiabilidade, apesar de recorrerem também a motorizações turbo, tecnicamente mais complexas.

Quando aparecem problemas nos Suzuki, estes tendem a estar mais relacionados com elementos da carroçaria e acabamentos do que propriamente com a mecânica.

A ‘L’Automobile Magazine’ dá mesmo o exemplo de um Swift de 2014 pertencente a um dos seus jornalistas, que já ultrapassou os 210 mil quilómetros. A pintura revela sinais do tempo e existem pontos de corrosão provocados por impactos, mas o motor 1.2 atmosférico K12B continua a funcionar sem consumo anormal de óleo ou líquido de refrigeração.

Há um preço a pagar pela fiabilidade

Nem tudo são boas notícias para os proprietários.

Tal como acontece com outras fabricantes japonesas, a reputação de fiabilidade da Suzuki pode vir acompanhada de preços elevados quando é necessário recorrer à oficina, sobretudo através da rede oficial.

A publicação francesa aponta os componentes de carroçaria e algumas peças de desgaste como exemplos e destaca particularmente o preço dos kits de embraiagem.

Um dos mecânicos consultados relatou uma reparação num Swift Sport de 140 cv em que apenas o kit de embraiagem se aproximou dos 1.000 euros.

Existem alternativas mais económicas fora da rede oficial, mas a conclusão acaba por ser curiosa: os Suzuki podem visitar a oficina com menos frequência, mas isso não significa necessariamente que a conta seja pequena quando alguma coisa precisa de ser substituída.

E, no caso do Swift, há ainda uma particularidade cada vez mais rara no mercado europeu: continua a ser possível ter um pequeno citadino com tração integral.