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A Defender levou 14 aventureiros aos Pirenéus. A missão não era ganhar uma corrida, mas salvar uma espécie ameaçada

A Defender levou 14 aventureiros aos Pirenéus. A missão não era ganhar uma corrida, mas salvar uma espécie ameaçada
Automonitor

Iniciativa decorre em colaboração com a Fundação para a Conservação do Abutre-Barbudo (FCQ), uma organização espanhola que desenvolve projetos de proteção da biodiversidade e recuperação de espécies ameaçadas

Nem todas as aventuras ao volante de um todo-o-terreno têm como objetivo chegar primeiro à meta. Nos Pirenéus espanhóis, 14 finalistas europeus do Defender Trophy 2026 trocaram os desafios de condução por uma missão de conservação da natureza, juntando-se a uma organização que trabalha para proteger uma das aves mais emblemáticas e ameaçadas da região: o abutre-barbudo.

A iniciativa decorre em colaboração com a Fundação para a Conservação do Abutre-Barbudo (FCQ), uma organização espanhola que desenvolve projetos de proteção da biodiversidade e recuperação de espécies ameaçadas.

O grupo reúne participantes que conquistaram um lugar na fase seguinte do Defender Trophy depois de superarem provas físicas, desafios de condução todo-o-terreno e testes de trabalho em equipa nas eliminatórias europeias, realizadas em junho, em Les Comes, Espanha.

Mas, desta vez, a dificuldade não está em ultrapassar obstáculos com o automóvel. Está em ajudar a preservar um ecossistema de montanha.

Uma missão para proteger o abutre-barbudo

Os participantes deslocaram-se até Aínsa, uma vila medieval na província espanhola de Huesca, onde a fundação mantém uma das suas principais bases de atividade.

O programa inclui uma visita ao Eco Museu da Fauna Pirenaica e trabalhos de manutenção numa estação de alimentação de aves necrófagas, instalações que desempenham um papel importante na conservação destas espécies.

Os finalistas têm também a oportunidade de observar a alimentação dos abutres-barbudos e compreender os desafios enfrentados pelas equipas que acompanham estas populações.

A missão prossegue na Estação Biológica de Monte Perdido, em Revilla, no Parque Nacional de Ordesa e Monte Perdido, onde os especialistas da fundação apresentam os projetos de conservação desenvolvidos na região.

Os números ajudam a perceber a importância deste trabalho. Segundo a FCQ, a população de abutres-barbudos acompanhada pela organização passou de apenas 35 casais reprodutores, em 1995, para mais de 190 atualmente.

A fundação participa ainda em programas de reprodução e reintrodução da espécie em regiões onde tinha desaparecido, incluindo os Picos da Europa, a Serra de Gredos e o Sistema Ibérico.

Porque é que os Defender são importantes nesta missão?

A ligação entre a Defender e a fundação espanhola começou em 2000 e vai além da participação neste evento.

Os veículos todo-o-terreno são utilizados nas atividades diárias da organização, permitindo chegar a áreas montanhosas de difícil acesso, onde se encontram locais de nidificação e pontos de monitorização das aves.

Essa capacidade de circulação em terrenos exigentes é particularmente útil nas operações de acompanhamento, resgate e conservação realizadas pela fundação.

Para Max Ferrer, um dos finalistas espanhóis do Defender Trophy, a experiência permite dar outro significado à aventura.

“Não estamos apenas a explorar esta paisagem incrível; estamos também a trabalhar ativamente para a proteger”, afirmou, destacando a oportunidade de observar os abutres-barbudos e conhecer o trabalho necessário para assegurar a sua sobrevivência.

A próxima etapa será em África

A passagem pelos Pirenéus integra o percurso do Defender Trophy 2026, uma competição internacional que reúne participantes de mais de 50 países.

Depois das eliminatórias europeias e desta missão ambiental, o evento prepara-se para a Final Mundial, que terá lugar em África.

A organização contará com a colaboração da Tusk, parceira da Defender na área da conservação há duas décadas.

Segundo a marca, os finalistas irão enfrentar novos desafios associados a projetos reais de conservação, utilizando veículos todo-o-terreno para apoiar operações em locais remotos.

É uma forma de dar à competição um propósito que ultrapassa a condução: mostrar como um automóvel concebido para enfrentar terrenos difíceis também pode ser uma ferramenta útil na proteção da natureza.

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