A União Europeia e a China chegaram a um acordo para limitar a entrada de automóveis híbridos fabricados em território chinês. O novo teto será de 350 mil veículos por ano, menos de metade dos cerca de 800 mil que se esperava importar em 2026.
Segundo o ‘L’Automobile Magazine’, que cita informações da ‘Reuters’, o entendimento foi anunciado esta segunda-feira por um responsável da Comissão Europeia. O limite inicial poderá aumentar 6% por ano.
A medida representa uma mudança importante para fabricantes como a BYD, a MG e a Chery, que têm apostado nos híbridos e híbridos plug-in para conquistar o mercado europeu.
O que muda para quem quer comprar um híbrido chinês?
Desde 2024, a União Europeia aplica direitos aduaneiros adicionais aos automóveis totalmente elétricos produzidos na China. Os híbridos tinham escapado a essas medidas, tornando-se uma alternativa para os fabricantes chineses continuarem a crescer na Europa.
Agora, modelos como o BYD Seal U DM-i, os híbridos da MG ou o Jaecoo 7 poderão enfrentar novas limitações de importação.
Para os consumidores, as consequências ainda são incertas. A redução do número de veículos importados poderá afetar a disponibilidade de alguns modelos e levar as marcas a rever os preços, mas não significa que os automóveis chineses vão automaticamente ficar mais caros.
Também não foram ainda divulgadas as regras de distribuição das quotas entre os diferentes fabricantes.
A solução pode passar por fabricar na Europa
O acordo poderá acelerar os planos de produção europeia dos construtores chineses.
A BYD prepara uma fábrica na Hungria, enquanto a Chery desenvolve uma operação industrial em Barcelona, em parceria com a espanhola Ebro. A Changan também pretende iniciar a produção de automóveis na Europa em 2027.
Ao fabricar diretamente em território europeu, estas empresas poderão reduzir a dependência das importações provenientes da China.
O entendimento entre Bruxelas e Pequim procura ainda evitar uma nova escalada comercial. François Provost, diretor-geral da Renault, considerou o compromisso preferível a uma guerra comercial, enquanto as autoridades chinesas destacaram a maior estabilidade que poderá trazer às relações comerciais.
Para os automobilistas europeus, fica uma questão: os híbridos chineses vão continuar a ser tão acessíveis como até agora? A resposta dependerá da aplicação das novas quotas e da rapidez com que as marcas conseguirem reforçar a produção na Europa.






